Para a salvação dos Correios
São 14 trimestres seguidos de rombo nas contas respectivas. Em 2023, o déficit até tinha caído um pouco, mas em 2024 tal situação voltou a se deteriorar
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Ao anunciar resultados financeiros desfavoráveis recentes de grande monta e sem precedentes, como o expressivo prejuízo de R$ 8,5 bilhões registrado em 2025, daí decorrerem sérias preocupações, nosso velho Correios “de guerra” acabou exibindo um número desfavorável ainda maior na sequência, o que deixou muitos observadores fortemente preocupados, por ele representar mais do que o triplo do valor verificado no exercício precedente. Mais do que isso, são 14 trimestres seguidos de rombo nas contas respectivas. Em 2023, o déficit até tinha caído um pouco, mas em 2024 tal situação voltou a se deteriorar.
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Em seu comunicado oficial, a empresa revelou que tal número tinha tudo a ver com o provisionamento de obrigações judiciais e com o aumento de custos operacionais. Daí o patrimônio líquido da instituição ter encerrado o período em R$ 13,1 bilhões negativos. Nesse contexto, o presidente dos Correios falou sobre as principais dificuldades da estatal: com queda nas receitas e aumento das despesas com questões judiciais e o pagamento de juros sobre empréstimos para reforço de caixa, mantém-se o enfrentamento de dificuldades de porte na gestão financeira sem uma perspectiva de equacionamento dos problemas mais clara.
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No tocante ao PDV, Plano de Demissão Voluntária, por exemplo, tem sido muito baixa a adesão de funcionários, e igualmente preocupante tem sido o resultado do esforço de venda de imóveis, bem aquém dos planos originais. E, para completar, os Correios conseguiram um empréstimo de R$ 12 bilhões com bancos públicos e privados, para reforçar o caixa e não para viabilizar especificamente a redução de despesas, ficando a cargo das autoridades federais viabilizar o pagamento das respectivas amortizações, caso os Correios não consigam fazer isso eles próprios. Analistas externos avaliam, assim, que o plano de recuperação financeira dos Correios em discussão no momento atual tem poucas chances de sucesso no atual esforço de busca de sustentabilidade efetiva para essa importante instituição.
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.
