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Férias escolares: só 21% dos adolescentes trocam as telas por lazer

Estudo revela que o tempo livre aumenta a exposição a riscos online; saiba como proteger os jovens e estimular atividades e vínculos familiares

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Apenas 21% dos adolescentes praticam atividades fora das telas durante as férias escolares. A chegada do período de descanso em julho aumenta o tempo de crianças e jovens em casa, conectados a jogos, redes sociais e aplicativos de mensagens.

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Este cenário eleva a exposição a riscos no ambiente digital, conforme aponta o Mapeamento dos Fatores de Vulnerabilidade de Adolescentes Brasileiros na Internet, realizado pelo ChildFund. O estudo ouviu mais de 8 mil adolescentes de 13 a 18 anos em todo o país.

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Os dados revelam que 54% dos entrevistados já sofreram algum tipo de violência sexual online. Além disso, 41% afirmam ter interagido com pessoas desconhecidas ou suspeitas na internet. As abordagens frequentemente começam em jogos e redes sociais, migrando para aplicativos como WhatsApp e Telegram.

Mauricio Cunha, presidente executivo do ChildFund, alerta que o abuso virtual existe e provoca graves impactos emocionais. "Os agressores estão escondidos atrás das telas. Por isso, devemos unir sociedade, famílias, escolas, empresas de tecnologia e poder público para prevenir, denunciar e punir esses crimes", comenta.

Fatores de vulnerabilidade

A pesquisa identificou que a ausência de diálogo familiar, a carência afetiva e a dificuldade em reconhecer manipulação contribuem para a vulnerabilidade dos jovens. Sentimentos de culpa, vergonha e medo do julgamento são barreiras que impedem as denúncias.

Muitas vítimas não percebem o abuso no momento em que ocorre, principalmente quando há manipulação emocional. Os agressores ocupam espaços de escuta que, por vezes, não são encontrados no ambiente familiar, criando vínculos que evoluem para controle psicológico.

Para proteger os jovens, especialistas recomendam fortalecer os laços familiares e ampliar o diálogo. Estabelecer limites claros para o uso de telas, incentivar atividades presenciais e usar ferramentas de controle parental são medidas eficazes.

Códigos e emojis podem indicar risco

Símbolos aparentemente inofensivos podem ser usados em redes de exploração sexual infantil. É importante ter atenção a códigos e emojis que podem indicar abordagens suspeitas:

  • Pirulito: referência ao livro "Lolita", indicando interesse por menores.

  • Pizza: associado à gíria "cheese pizza" (CP), usada para pornografia infantil.

  • Pera: relacionada à sigla MAP (Minor Attracted Person, pessoa atraída por menores).

  • ????, ????, ????, ????, ????: usados em comentários com conotação sexual em perfis de crianças.

Em caso de suspeita ou violação de direitos, procure o Conselho Tutelar, uma delegacia ou acione o Disque 100.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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