Testes rápidos de prematuridade contribuem para gestação mais segura
Precisos e não invasivos, exames têm o potencial de detectar, em poucos minutos, as chances de partos que antecedem as 37 semanas de gravidez
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Siga noNesta segunda feira, 7 de abril, o Dia Mundial da Saúde de 2025 traz como tema “Inícios Saudáveis, Futuros Cheios de Esperança”, com o objetivo de destacar a importância da saúde materna e neonatal e promover gestações e partos mais seguros. O foco surge diante do número alarmante de óbitos globais registrados nessa população: anualmente, cerca de 300 mil mulheres morrem durante a gravidez ou o parto, e mais de dois milhões de recém-nascidos perdem a vida no primeiro mês.
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De acordo com Raphael Oliveira, Gerente de Marketing Regional LATAM para Diagnósticos Moleculares da QIAGEN, entre as ações de acompanhamento e cuidado durante a gestação, a adoção em larga escala de testes rápidos pode representar uma alternativa eficaz e não invasiva para reverter o cenário da prematuridade, que traz riscos significativos tanto para a mãe quanto para o bebê. Segundo ele, esses exames permitem detectar tanto a chance de parto prematuro quanto a possibilidade de ruptura da bolsa amniótica.
“Além dos exames mais comuns, como a ultrassonografia e a cardiotocografia fetal — que avaliam os batimentos cardíacos e o bem-estar geral do bebê durante o pré-natal ou diante de algum sintoma incomum —, os testes rápidos e de alta precisão podem identificar o risco de prematuridade. Essa identificação precoce, associada aos cuidados adequados, pode evitar internações e complicações desnecessárias”, explica o executivo.
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Raphael destaca, ainda, que a detecção precoce do risco auxilia a equipe de obstetrícia no direcionamento dos cuidados, com medidas que podem reduzir tanto os impactos quanto a probabilidade do parto prematuro — como ajustes na dieta, indicação de repouso e outras orientações importantes no cotidiano da gestação.
“Os nascimentos prematuros podem ocorrer em gestantes saudáveis por diferentes razões, assim como em mulheres com doenças pré-existentes ou desenvolvidas ao longo da gravidez, como infecções maternas, alterações uterinas, hipertensão, diabetes gestacional e uso de substâncias. Mulheres com histórico de partos prematuros ou abortos espontâneos também requerem atenção especial. Por isso, é essencial realizar avaliações constantes, utilizando tecnologias e exames que colaborem para um diagnóstico preciso”, reforça.
Como funcionam os testes rápidos de prematuridade
Entre as soluções disponíveis no país, destacam-se os testes rápidos PartoSure (para avaliar a probabilidade de parto prematuro) e AmniSure (indicados em casos suspeitos de ruptura da bolsa amniótica / bolsa rota). Ambos detectam a presença de proteínas específicas do líquido amniótico fora da cavidade uterina, por meio da coleta de secreção vaginal com um swab, entre a 20ª e a 37ª semana de gestação.
Realizados em ambiente hospitalar ou ambulatorial, com resultados em aproximadamente 15 minutos e alto valor preditivo positivo, esses testes permitem saber se a gestante entrará em trabalho de parto prematuro dentro de 7 a 14 dias, ou se houve ruptura da bolsa. Conforme explica Oliveira, esse diagnóstico rápido pode evitar uma internação desnecessária — que ocorre em até 85% dos casos com sinais de parto prematuro — ou ainda antecipar uma internação imediata para iniciar o tratamento da gestante e do bebê.
“Ao sinal dos primeiros sintomas de parto prematuro, que podem ocorrer isoladamente ou em conjunto — como dor na parte inferior das costas, contrações frequentes, dor abdominal, vazamento de fluido, sangramento vaginal, náuseas ou vômitos — é fundamental buscar atendimento médico para avaliação completa da gestação e prevenção de possíveis complicações”, orienta o executivo da QIAGEN.
Segundo a Fiocruz, as consequências da prematuridade vão muito além do baixo peso ao nascer. Um bebê prematuro necessita de cuidados especializados em UTI neonatal, o que aumenta em até três vezes o risco de mortalidade e de sequelas ao longo da vida adulta.
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