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SAÚDE À MESA

Vinagre de maçã, sal rosa, coca-cola zero: heróis ou vilões da alimentação?

Nutróloga esclarece o que a ciência realmente diz sobre os impactos desses itens tão populares no cotidiano

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Na busca por uma alimentação mais saudável, alguns produtos ganham fama por seus supostos benefícios ou controvérsias sobre riscos. O vinagre de maçã, o sal rosa do Himalaia e a coca-cola zero estão entre os itens mais discutidos. Mas, afinal, fazem bem ou mal para a saúde?

Segundo a nutróloga da rede de Hospitais São Camilo, Sandra Maria Fonseca, a resposta depende da ciência, do contexto de consumo e da moderação. Ela mostra o que os estudos dizem sobre cada um deles:

Vinagre de maçã: aliado ou exagero?


Popularmente associado ao emagrecimento e ao controle da glicemia, o vinagre de maçã pode atuar melhorando a sensibilidade à insulina, auxiliando nos níveis de glicose em pacientes com diabete tipo 2. Possui também polifenóis que tem ação antioxidante e antiinflamatória.



“O ponto principal é que o consumo excessivo pode irritar o estômago e, quando consumido puro, causa erosão no esmalte dos dentes. O ideal é ser acrescentado na alimentação diária ou diluir uma colher de sopa em água e tomar antes das refeições e sempre contar com orientação profissional. O vinagre de maçã pode ser um complemento na dieta, mas não substitui hábitos saudáveis nem funciona como solução milagrosa”, alerta a nutróloga.

Sal rosa do Himalaia: mito ou vantagem real?

Com fama de mais saudável que o sal refinado, o sal rosa do Himalaia tem maior teor de alguns importantes eletrólitos. “Entretanto, como a quantidade consumida é pequena não há impacto na oferta desses nutrientes e ainda existe o risco de aumento da pressão arterial e doenças cardiovasculares pelo consumo excessivo e de adulteração e contaminação, de acordo com o produto adquirido“, explica Sandra.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda um limite de até cinco gramas de sal por dia para adultos, independentemente da origem. “No fim das contas, a diferença entre os sais é mais estética e comercial do que funcional para a saúde”, afirma a  especialista.

Coca-cola zero: menos açúcar, mais dúvidas?

Com três adoçantes artificiais no lugar do açúcar, a coca-cola zero promete uma opção com menos calorias em relação aos refrigerantes comuns e aos sucos que são ricos em açúcares, mas o impacto desses adoçantes no organismo ainda gera debates.



“Os adoçantes são seguros dentro dos limites recomendados, mas alguns estudos realizados em animais sugerem a ligação entre o seu uso e a ocorrência de tumores, além de  efeitos na microbiota intestinal e na regulação da saciedade”, explica a especialista.

Outro ponto de atenção é que, por manter o paladar doce, a bebida pode dificultar a reeducação alimentar. “Ela pode ser uma alternativa ocasional, mas não deve substituir água ou bebidas naturais”, recomenda a nutróloga.

Cada um desses itens pode fazer parte da alimentação desde que consumido com moderação e orientação profissional. Afinal, uma dieta equilibrada depende do conjunto de escolhas e hábitos, não de soluções isoladas.

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