Senador do PT joga a toalha sobre a votação da PEC da 6×1

Para Camilo Santana, não há mais tempo hábil para aprovar a redução da jornada de trabalho antes do recesso parlamentar

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A esperança de que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) coloque em votação a redução da jornada de trabalho ainda neste semestre não existe mais para o senador Camilo Santana (PT-CE), ex-ministro da Educação e um dos congressistas mais próximos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em conversa com o PlatôBR, Santana disse que tem mantido diálogo tanto com Alcolumbre quanto com Lula, mas que o presidente do Senado diz que só colocará pautas como a redução da jornada 6×1 e a PEC da Segurança em pauta depois de ter uma conversa com presidente.

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“Acho que dificilmente vão votar qualquer coisa dessas pautas mais importantes antes do recesso que deve começar agora no próximo dia 16. O próprio Davi Alcolumbre tem dito que só vai colocar as pautas importantes em votação depois de conversar com o presidente”, disse Camilo, que vem trabalhando nessa intermediação desde que o ambiente entre os dois se deteriorou devido à rejeição, articulada por Alcolumbre, do nome de Jorge Messias para o STF. “Eu tenho tentado ajudar nisso. Falei várias vezes com o presidente Lula. Hoje mesmo toquei nesse assunto. Acho que ele vai conversar. Ele falou que tinha prazo para inauguração de obras e por isso não foi possível. Acho que agora é o momento de sentar e conversar”, disse o senador.

Os gestos de Alcolumbre
Alcolumbre, segundo Santana, tem se queixado de que está sendo muito desgastante a situação por não ter se acertado com Lula. “Ele se queixa de que tanto a oposição quanto a situação batem nele”, disse. Santana defende que é preciso ver os gestos do presidente do Senado independentemente do episódio envolvendo a indicação de Messias. “Alcolumbre sempre pautou as matérias de interesse do governo. O governo aprovou todas as matérias de interesse ao longo desses três anos e meio, tirando a escolha do Messias. Eu acho que está na hora do diálogo”, acrescentou.

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Nesta semana, o líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), também foi alvo de reclamação de Alcolumbre por ter dito em conversa com jornalistas que, se a pauta da redução da jornada não for votada até a semana que vem, o presidente do Senado será eleito como “inimigo dos trabalhadores e da pauta”. A declaração, de acordo com Santana, não ajuda no processo de aproximação. Ele disse que não faria tal declaração. “Não é o meu estilo. Eu acho que isso tensiona mais ainda a relação”, disse ao PlatôBR.

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