Depois do fim da janela partidária, forças anti-Lula consolidam presença na Câmara

Parlamentares do PL e da federação União Progressista, formadas entre o PP e o União Brasil, formam as maiores bancadas

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O fim da janela partidária no último sábado, 4, que selou o período em que os parlamentares podem mudar de partido sem perder o mandato, demonstrou o quanto o ambiente do Congresso é dominado pelas bancadas de centro-direita, contrárias ao governo Lula. As maiores fluxos ocorreram entre partidos como o União Brasil, o PP e o PL, que conseguiram manter a hegemonia na casa. A principal federação da base de Lula se manteve como terceira força na Câmara no novo desenho.

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No total, cerca de 120 deputados mudaram de legenda. Os números ainda estão sendo fechados e podem ser alterados nos próximos dias com as confirmações das filiações, no entanto, é possível perceber que, apesar de ser o partido que mais mingou na janela partidária, o União Brasil, por exemplo, comandado pelo empresário Antônio Rueda, ainda fará parte da maior bancada da Casa devido à federação formada com o PP.

No saldo entre os que saíram e os que chegaram ao União Brasil, a sigla perdeu 8 cadeiras: 29 deputados deixaram a legenda, sendo 9 rumo ao PL, 5 em direção ao Podemos e mais 5 diluídos em outras legendas. Em compensação, o União Brasil recebeu 21 novos deputados. Comandado pelo senador Ciro Nogueira (PI), o PP perdeu 3 parlamentares.

Apesar das baixas, a União Progressista, federação formada pelas duas legendas, deve permanecer como a maior bancada da Câmara, com 100 deputados federais, 51 do União Brasil e 49 do PP. Com a concentração de parlamentares mais alinhados à direita, a tendência dessa bancada é levar apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. O PL foi um dos partidos que mais cresceu em presença na Câmara: ganhou 10 novos deputados e terá uma bancada de 97 a 100 parlamentares, um tamanho semelhante ao da federação União Progressista.

Base do Planalto
A federação governista formada por PT, PCdoB e PV somará 81 parlamentares. O PT perdeu a deputada Luizianne Lins (CE), que deixou a legenda rumo à Rede, mas recebeu a filiação do deputado Paulo Lemos (AP), que saiu do PSOL. Assim, o partido de Luiz Inácio Lula da Silva permanecerá com uma bancada de 67 deputados federais.

Presidido pelo prefeito de Recife, João Campos, o PSB obteve um saldo de 4 deputados a mais, contando com 9 novas filiações, mas com 5 saídas. A bancada do partido agora terá 20 deputados, uma retomada de fôlego após o pior resultado do partido, em 2022, quando elegeu apenas 15 parlamentares. O PSB recebeu principalmente deputados que migraram do PDT, sigla que está entre as que mais perderam filiados proporcionalmente. O PDT teve a saída de 8 deputados e a entrada de apenas um. A bancada pedetista passou de 16 para 9 deputados.

Maior crescimento
O Podemos, partido liderado pela deputada Renata Abreu (SP), foi o que mais cresceu proporcionalmente nesta janela partidária, recebendo ao menos 13 migrações e perdendo 2 filiados. Com isso, o partido salta de 15 para 26 deputados.

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Entre os que tiveram pouca mudança na bancada está o PSD, que subiu de 47 para 49 representantes na Câmara. O PSDB conseguiu manter o número de 18 deputados federais, podendo chegar a 19. Foram 7 saídas e 11 adesões. O número representa um aumento relevante diante dos 13 parlamentares que compunham a bancada tucana. A federação entre o PSDB e o Cidadania passa a contar agora com 20 deputados.

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