Marinho vai rodar o país e apostar em pressão de bolsonaristas para presidir o Senado
Segundo o jornal 'Folha de S.Paulo', candidato do PL deve convidar Efraim Filho, ex-aliado de Alcolumbre, para coordenar a campanha
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O senador Rogério Marinho (PL-RN) pretende viajar pelo país para mobilizar a base bolsonarista na disputa pela presidência do Senado, Marinho vai enfrentar o atual presidente, Davi Alcolumbre (União-AP), na eleição de 1º de fevereiro de 2027.
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De acordo com o jornal “Folha de S.Paulo”, que ouviu quatro aliados do senador, o objetivo é impedir que senadores eleitos pela direita votem em Alcolumbre, aproveitando o voto secreto, e conquistar ao menos mais três votos. Pelas contas desses aliados, citadas pelo jornal, Marinho tem 38 votos firmes entre os 81 senadores, três a menos que os 41 necessários.
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Pressão das bases
Segundo a “Folha”, uma das apostas é estimular eleitores favoráveis ao impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) a cobrar dos senadores em quem votaram apoio a Marinho. Aliados chegam a falar em atos de rua, mas que as primeiras viagens devem se concentrar em encontros com autoridades e entrevistas à imprensa regional.
Alcolumbre, por sua vez, conta com ao menos cinco votos dentro do próprio PL, de acordo com a reportagem, e negocia cargos no governo Lula, em agências reguladoras e no Legislativo para ampliar o apoio.
Efraim na coordenação
Marinho deve escolher o senador Efraim Filho (PL-PB), amigo de Alcolumbre e ex-líder do União Brasil no Senado, para coordenar a campanha, como sinal de unidade da direita. O jornal afirma que Efraim aparece na lista de votos de Alcolumbre, o que ele nega. “Agora estou no PL e vou seguir junto com a bancada e com o Rogério”, disse o senador à Folha.
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Aceno ao centro
A “Folha” relata também que Marinho prepara uma carta programática com tom mais moderado que o do discurso feito na quarta-feira (4/11), quando chamou Lula de “inconsequente”. O texto deve dizer que ele não será um presidente do Senado de oposição ao governo e ao STF, mas que vai defender a independência do Legislativo.