Rogério Marinho diz que não sabia que Flávio iria fugir para os EUA
Ex-coordenador da campanha do então candidato à Presidência afirmou que foi pego de surpresa com a decisão, mas tentou justificar a fuga do parlamentar
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O senador Rogério Marinho, ex-coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, afirmou que não sabia que o aliado pretendia fugir para os Estados Unidos. De acordo com Marinho, ele se reuniu com Flávio até às 16 horas de ontem (26) e discutiram a necessidade dele agradecer os quase 60 milhões de votos que teve no segundo turno das eleições. Além disso, Marinho afirmou que o ex-candidato a presidente enviou uma mensagem na manhã desta terça-feira (27) afirmando que iria "dar um tempo".
“Recebi uma mensagem de texto dizendo que iria dar um tempo hoje e depois conversaria conosco, por volta das 8h da manhã. Estamos surpresos porque conversamos ontem sobre a necessidade para que Flávio assumisse esse papel de liderança da oposição”, afirmou. Marinho disse inclusive não ter a confirmação do paradeiro do senador. No entanto, fontes na Polícia Federal confirmaram que o ex-candidato viajou em um voo fretado para o país da América do Norte.
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Rogério Marinho reclamou sobre a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a apreensão dos passaportes de Flávio. “Me parece a preparação para uma coisa mais persecutória”, declarou Marinho. A decisão do ministro ocorreu após pedido da PF, que apontou risco de fuga.
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"Nós todos não temos informações ainda sobre o paradeiro. Apenas algumas notícias que saíram na imprensa que demonstram que pode ter havido um deslocamento do senador Flávio a outro país. Não tenho notícia de que Trump daria asilo ao Flávio", completou Marinho. Ele tentou justificar a fuga de Flávio. "Em uma democracia, é muito estranho que um candidato a presidente seja alvo de medidas cautelares", completou.