Secretário de Segurança perde o cargo após ter áudio vazado mandando PM prender petistas no 2º turno
Gravações atribuídas ao sargento geram forte reação e denúncia no Ministério Público Eleitoral
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O sargento da Polícia Militar Antonio James Mota da Silva foi exonerado do cargo de secretário de Segurança Pública de Barra do Corda (MA) após incentivar agentes da corporação a deterem eleitores do PT durante o processo de votação no segundo turno eleitoral.
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O episódio ganhou dimensão pública nessa quinta-feira (22/10) a partir de manifestações do vice-governador Felipe Camarão (PT) do Maranhão, que denunciou o teor das falas vazadas e cobrou medidas duras das instituições estaduais. Com a repercussão do caso a poucos dias da votação, o governador Carlos Brandão (MDB) mandou afastar o militar, que estava cedido à administração municipal, e ordenou apuração imediata sobre as declarações disseminadas em canais de comunicação dos policiais.
GRAVE AMEAÇA À DEMOCRACIA EM BARRA DO CORDA! Um áudio atribuído ao secretário de Segurança do município denuncia suposta orientação para intimidar e até prender eleitores do PT, no dia das eleições. Exigimos que o Ministério Público Federal, a Polícia Federal, a Justiça Eleitoral e o prefeito de Barra do Corda tomem providências imediatas para apurar os fatos e responsabilizar os envolvidos. O voto é livre! Intimidação política é inaceitável! Democracia se respeita!
— Felipe Camarão (@FelipeCCamarao) October 22, 2026 ">
GRAVE AMEAÇA À DEMOCRACIA EM BARRA DO CORDA! Um áudio atribuído ao secretário de Segurança do município denuncia suposta orientação para intimidar e até prender eleitores do PT, no dia das eleições. Exigimos que o Ministério Público Federal, a Polícia Federal, a Justiça Eleitoral e o prefeito de Barra do Corda tomem providências imediatas para apurar os fatos e responsabilizar os envolvidos. O voto é livre! Intimidação política é inaceitável! Democracia se respeita!
— Felipe Camarão (@FelipeCCamarao) October 22, 2026
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A repercussão também forçou uma tomada de posição rápida por parte da administração de Barra do Corda. Por meio de nota divulgada nas redes sociais, o prefeito Rigo Teles (MDB) anunciou o desligamento do secretário para conter o desgaste político gerado pelas gravações compartilhadas com integrantes das forças policiais.
Nos conteúdos gravados, o sargento estimulava uma postura agressiva contra apoiadores da oposição durante a votação. Em uma das mensagens, o militar declarou: "Vamos botar esses petistas no lugar deles. Vamos botar para prender. O primeiro que nós prender [sic] na cidade ou no povoado, sai a história, eles vão ficar com medo. Tem a forma de prender legalmente. Vamos prender quem tiver que prender esses vagabundos".
O militar também mencionou ações diretas realizadas anteriormente em locais de votação de Barra do Corda, em referência ao primeiro turno do mesmo pleito, para incentivar os colegas de farda a repetirem a postura hostil: "No primeiro turno, tinha uns petistas já dando santinho do Lula lá na frente do Dom Marcelino, na frente de outras escolas, e eu fui para cima de alguns. Bora ficar só dentro de casa também não. Só reclamando, só colocando culpa em Alexandre de Moraes, em Lula. Bora para cima, meu filho", diz o sargento no aúdio.
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Ação no Ministério Público Eleitoral
Diante da gravidade dos relatos, a Federação Brasil da Esperança, composta pelo PT, pelo PCdoB e pelo PV, acionou o Ministério Público Eleitoral (MPE). A notícia-crime pede que o órgão apure a conduta sob a ótica de calúnia eleitoral, apontando que o agente atribuiu práticas delituosas aos filiados ao afirmar que eleitores do partido seriam criminosos.
O documento judicial pontua que o comportamento ultrapassa a divergência ideológica e configura ameaça concreta aos direitos democráticos. Segundo o texto protocolado na Justiça, o discurso de criminalização cria justificativas indevidas para constranger cidadãos com base em preferências políticas nas ruas.
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A petição exige que a Prefeitura de Barra do Corda apresente a estrutura hierárquica completa do órgão municipal de segurança. Os partidos solicitam a lista de agentes escalados nas datas próximas aos áudios, além da juntada de relatórios de operações, registros de abordagens e eventuais conduções de militantes realizadas durante o período eleitoral no município maranhense.