ELEIÇÕES 2026

Live de Lula tem reação de Janones ao Datafolha e críticas a Flávio

Transmissão teve participação de artistas, defesa da regulação das redes sociais e promessa de nova live nesta sexta-feira (23), após debate na TV Globo

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - "Pessoal, urgente". Foi assim que o deputado federal André Janones (Rede-MG) anunciou, em live junto do presidente Lula (PT), que o petista empatou com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no Datafolha desta quinta-feira (22).

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No papo entre os dois, que registra quase 900 mil visualizações no YouTube, houve críticas a Flávio, participação de artistas e a defesa da regulação das redes sociais. "A gente vai derrubar o império digital. A Meta vai ter que ser reinventada", disse Lula.

A live foi marcada para iniciar às 19h, no mesmo dia e horário em que Flávio tem feito lives semanais, seguindo uma tradição instituída pelo pai dele, Jair Bolsonaro (PL), enquanto presidente. No entanto, a transmissão da campanha petista atrasou alguns minutos e entrou ao ar pouco após ser divulgado o mais recente Datafolha, que mostra empate entre Lula e Flávio, ambos com 50% na intenção de votos válidos.

Janones se referiu a Lula como "marechal Silva", uma referência à tropa digital que o deputado criou no WhatsApp, com o canal "Exército do Lula", que ultrapassa os 8,5 milhões de seguidores. No mesmo tom enérgico com o qual passa as "missões" no grupo, gritou "pessoal, urgente", para falar sobre a pesquisa eleitoral.

"Falaram, presidente, que ninguém nunca virou uma eleição perdendo no primeiro turno. Que bom que ninguém nunca virou, porque para fazer algo que ninguém nunca fez, só alguém do tamanho do senhor, da envergadura do senhor, um líder mundial como o senhor", disse Janones.

Lula celebrou o resultado da pesquisa. "É só vitória", disse.

O presidente atacou Flávio pelo fato de ele constar como um dos advogados de um policial militar acusado de matar Ana Clara Gomes Machado, 5, com um tiro de fuzil em 2021. "Como uma pessoa consegue trabalhar para que o assassino de uma criança não saia condenado?", questionou.

Lula também disse que entende quem o rejeita, mas que não compreende o que levaria um eleitor a escolher Flávio.

"O que não posso aceitar é as pessoas votarem em um miliciano para ocupar o Palácio do Planalto", disse. "Não devem jogar fora o que construímos com muito sofrimento nesse país, que é a democracia", acrescentou.

"Tivemos dificuldade para reconstruir o país neste mandato, mas agora ele está pronto para crescer."

O petista reiterou que não retomará com as bets e disse que "quem quiser ganhar dinheiro, que vá trabalhar".

PARTICIPAÇÃO DE ARTISTAS

A live teve pouco mais de uma hora de duração e contou com participações do cantor Jão, das atrizes Marieta Severo, Camila Pitanga e Leandra Leal, do apresentador Serginho Groisman e da influenciadora Nath Finanças.

Lula disse a Jão que o artista deveria entrar na política para "trazer a meninada" e afirmou a Nath que tem interesse em criar uma secretaria de finanças populares — e que deve chamá-la para fazer parte.

Janones mostrou Lula segurando um celular e disse que o presidente adquiriu um smartphone para se comunicar com os eleitores a poucos dias da votação, que será no domingo (25). Avesso à tecnologia, o petista admitiu se sentir "um peixe fora d'água".

"Tenho que conversar com meu exército porque temos uma grande batalha para fazer e meu exército tem que estar afiado. Nosso exército não tem limite de idade e a causa chama-se Brasil, democracia. Nessa luta, nosso exército é imbatível. Quero todos armados com seus celulares", afirmou Lula.

O presidente também pediu que os militantes resistam "por só mais dois dias" e que o período "não é nada para quem quer construir uma vida de saúde, cultura".

Janones afirmou que o exército das redes não teria divulgado nenhuma fake news, em indireta às batalhas judiciais que tem travado contra a campanha de Flávio, que acusa o canal de propagar informações falsas, e à atuação do presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques.

"O nosso exército não tem só soldado, ele tem razão", disse Lula.

O deputado, que é evangélico, também deu um testemunho de que o presidente não busca transformar a eleição em uma cruzada religiosa.

"Se tem alguma coisa que eu respeito, é a religião. Eu sou católico, mas quem não é merece o meu respeito do mesmo jeito. Não tem ninguém que procurou defender mais as igrejas evangélicas como eu", afirmou o petista.

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A transmissão terminou com Lula e Janones batendo continência um para o outro e prometendo nova live para esta sexta-feira (23), após o debate entre o petista e Flávio na TV Globo.

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