Crise no STF

Lula defende reforma do Judiciário após questionamentos sobre ministros do STF

Em entrevista ao Jornal Nacional, presidente comentou suspeitas envolvendo integrantes da Corte

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu, nesta quinta-feira (15/10), a discussão de uma nova reforma do Poder Judiciário diante das suspeitas envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, o petista foi questionado sobre a demora em se manifestar com mais clareza sobre as suspeitas que atingem integrantes da Corte e sobre o possível impacto da crise no desempenho eleitoral do primeiro turno.

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Ao responder à jornalista Renata Vasconcellos, Lula afirmou não ter uma avaliação sobre a influência do caso no resultado das urnas. “Eu não tenho uma avaliação disso, Renata, sinceramente eu não tenho. Obviamente que a extrema direita tenta jogar a Suprema Corte nas minhas costas, porque eles querem caçar o Alexandre de Moraes. Não é por conta do Banco Master apenas; eles querem caçar o Alexandre de Moraes porque o Alexandre de Moraes prendeu o pai do Flávio Bolsonaro”, afirmou.

Durante a entrevista, Lula foi questionado sobre a atuação do ministro Flávio Dino, indicado por ele ao STF, após um pedido de vista que interrompeu a análise de uma questão relacionada à apuração da conduta de Alexandre de Moraes. A pergunta também mencionou as suspeitas envolvendo o ministro e Daniel Vorcaro.

Ao responder, o presidente afirmou que as suspeitas não se restringiriam a Moraes e citou outros integrantes da Corte. “Era o mais implicado (Moraes). O Toffoli também está implicado, o André Mendonça também está implicado, e o Kássio está implicado. Agora está todo mundo implicado”, declarou.

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Ao abordar as consequências do caso, o presidente afirmou que será necessário discutir mudanças no funcionamento do Poder Judiciário. “A partir do que aconteceu, a gente vai ter que discutir a necessidade de uma reforma do Poder Judiciário — que, aliás, a primeira fui eu que fiz com o Jobim, quando era presidente da Suprema Corte, e o Márcio Thomaz Bastos, meu ministro da Justiça. Nós fizemos a primeira reforma e agora vai ter que fazer uma outra”, afirmou.

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