SENADO

Cleitinho sobre fim da escala 6x1: "Político não tem moral para falar"

Em discurso no Senado, governador eleito de Minas Gerais criticou o Congresso, que classificou como "fonte de despesa", e afirmou que trabalhadores e empresários são a "fonte de riqueza"

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O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), governador eleito de Minas Gerais, defendeu o fim da escala de trabalho 6x1 e criticou a atuação dos parlamentares durante discurso no Senado. Ao justificar seu posicionamento favorável à proposta, ele comparou os rendimentos e as condições de trabalho de empregados e políticos e questionou a legitimidade dos congressistas para discutir a jornada dos trabalhadores.

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“Por que que eu sempre lutei pelo fim da escala 6 por 1? Porque político não tem moral para falar, político não trabalha. A verdade é essa”, declarou.

Cleitinho também criticou o período de atividades do Congresso Nacional e afirmou que os parlamentares ficaram meses sem trabalhar. “Desde julho que aqui tava parado, gente, tava de recesso. Aí veio agosto, entrou a festa da democracia, que deu dinheiro para o polícia fazer campanha, e só voltou agora, ficou quatro meses parado”, disse, em referência ao período eleitoral.

O senador comparou o valor recebido por um trabalhador que ganha R$ 1.600 por mês com o custo diário da atividade parlamentar. Segundo ele, enquanto o dia de trabalho de quem recebe esse salário equivale a menos de R$ 60, o de um deputado ou senador chega a quase R$ 3 mil.

“Quem manda é o povo, quem é a fonte de riqueza é o trabalhador, o empresário, isso aqui é fonte de despesa, o Congresso Nacional”, afirmou.

Mal-estar durante discurso

Ao final da manifestação sobre a escala de trabalho, Cleitinho informou que estava se sentindo mal e que procuraria atendimento médico. O senador relatou ter recebido medicamentos e disse estar se sentindo “um pouco acelerado”.

Antes de encerrar a fala, ele agradeceu aos mineiros pela eleição para o governo estadual e mencionou familiares, assessores e a esposa. Também recordou a morte do irmão, Matheus, durante o processo eleitoral.

“Talvez possa ser a minha última fala aqui no Senado”, declarou, ao comentar a experiência no Legislativo. Cleitinho afirmou que aprendeu com senadores de diferentes correntes políticas e disse que pretende levar esse aprendizado para o governo de Minas Gerais a partir de janeiro.

Ele também relembrou a trajetória profissional, quando trabalhava vendendo verduras, e atribuiu a mudança de vida à fé e ao apoio recebido da população. “Vai ter erro, vai ter equívoco, vai ter falha, mas vai ter mais acerto, porque eu sou temente a Deus”, afirmou.

O governador eleito disse ainda que pretende fazer de Minas Gerais um exemplo de pacificação e defendeu a união do país.

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Senado aprova fim da escala 6x1

O pronunciamento ocorreu após o Senado aprovar, na quarta-feira (14/10), em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1 e a redução gradual da jornada semanal de 44 para 40 horas. O texto recebeu 75 votos favoráveis e um contrário em cada turno. 

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