Datafolha: 78% votam pelo candidato, e 14% contra o rival
Entre aqueles que declaram voto no senador Flávio Bolsonaro (PL), 17% afirmam que a motivação é impedir que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conquiste um quarto mandato. Já entre os eleitores de Lula, 12% dizem votar no petista para evitar que Flávio chegue à Presidência da República
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A maioria dos eleitores brasileiros afirma escolher seu candidato por considerá-lo a melhor opção, e não para impedir a vitória de um adversário. É o que mostra pesquisa Datafolha, divulgada nesta quinta-feira (15/10), segundo a qual 78% dos entrevistados dizem votar no candidato que consideram melhor, enquanto 14% afirmam escolher o candidato para derrotar o rival na disputa pelo Palácio do Planalto.
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O levantamento também mostra diferenças entre os eleitores dos dois principais candidatos. Entre aqueles que declaram voto no senador Flávio Bolsonaro (PL), 17% afirmam que a motivação é impedir que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conquiste um quarto mandato. Já entre os eleitores de Lula, 12% dizem votar no petista para evitar que Flávio chegue à Presidência da República.
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Os números indicam uma redução da parcela de eleitores que declara votar principalmente para impedir a vitória do adversário. Na pesquisa anterior, realizada entre 6 e 7 de outubro, 25% dos apoiadores de Flávio Bolsonaro afirmavam votar para tirar Lula do poder. Entre os eleitores do presidente, o percentual dos que diziam votar para derrotar o senador era de 13%.
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Além da motivação do voto, o Datafolha perguntou aos entrevistados se eles estão decididos sobre a escolha eleitoral. Para 93%, a decisão está tomada, enquanto 7% admitem que ainda podem mudar de candidato. Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, 95% dizem estar certos do voto, e 5% consideram uma mudança. No grupo que declara apoio a Lula, 94% afirmam estar decididos, e 6% dizem que podem rever a escolha.
Avaliação do governo Lula
A pesquisa também mediu a avaliação do governo federal após três anos e nove meses de mandato. Para 35% dos entrevistados, a gestão Lula é ótima ou boa. Outros 40% consideram o governo ruim ou péssimo, enquanto 24% avaliam a administração como regular. Um grupo de 1% não soube responder. Os resultados sobre a avaliação do governo e a aprovação do trabalho do presidente são semelhantes aos registrados na pesquisa anterior
A avaliação varia de acordo com o voto dos entrevistados na eleição presidencial de 2022. Entre aqueles que votaram em Lula no segundo turno contra Jair Bolsonaro (PL), 65% consideram o governo atual ótimo ou bom, 26% o classificam como regular e 8% fazem uma avaliação negativa. Já entre os eleitores que escolheram Bolsonaro, 79% avaliam a gestão petista como ruim ou péssima, 17% a consideram regular e 4% dizem que o governo é ótimo ou bom.
Entre os eleitores que votaram em Cury, Zema, Caiado ou Santos, 12% avaliam positivamente a administração federal, 43% a consideram regular e outros 43% dizem que ela é ruim ou péssima.
Na avaliação direta do trabalho de Lula como presidente, 48% dos entrevistados dizem aprovar sua atuação, enquanto 49% desaprovam. Outros 2% não têm opinião sobre o assunto. Entre os eleitores que votaram em Cury, Zema, Caiado ou Santos, a aprovação é de 34%, e a desaprovação chega a 62%.
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O levantamento ouviu 2.520 pessoas e tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, considerando o nível de confiança de 95%. A pesquisa foi encomendada pela Folha e registrada na Justiça Eleitoral sob o código BR-00466/2026.