Eduardo Bolsonaro diz que corrupção de Vorcaro 'é o de menos'
Irmão do candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, compara escândalo do Banco Master com condenações pelo 8 de janeiro
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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em vídeo postado em seu canal oficial do YouTube nessa quarta-feira (30/9), o ex-deputado Eduardo Bolsonaro minimiza a gravidade do escândalo financeiro de Daniel Vorcaro e o banco Master e o compara às penas impostas a envolvidos nos ataques em Brasília em 8 de Janeiro de 2023.
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"Vi um vídeo agora do (deputado estadual) Gil Diniz, uma senhora, saindo do presídio depois de três anos na cadeia, uma senhorinha (uma das presas condenadas por envolvimento na tentativa de golpe em 2023)", diz Eduardo. "Eu acho que, comparado a isso, até a corrupção ou as orgias do Vorcaro, isso é o de menos, gente, R$ 200 milhões é o de menos, eu estou falando de criança que cresceu sem ver o pai, os caras estão lá há mais de três anos, presos por nada, absolutamente nada, pela lei brasileira nem deveriam ter ido para delegacia."
O irmão de Eduardo, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, é investigado no Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeita de lavagem de dinheiro, corrupção e evasão de divisas no âmbito do caso envolvendo o antigo Banco Master.
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Uma das promessas de Flávio Bolsonaro é dar anistia a todos os condenados pelo Supremo Tribunal Federal nos ataques de 8 de janeiro.
Eduardo diz também que integrantes do Movimento dos Sem Terra (MST) e da Central Única dos Trabalhadores (CUT) cometem crimes piores. "O pessoal do MST já fez muito pior, o pessoal da CUT, de movimentos aí de esquerda já fizeram muito pior."
Eduardo vive nos EUA desde março de 2025, quando deixou o Brasil afirmando que o STF recolheria seu passaporte para impedir sua articulação internacional contra o julgamento do pai no caso da trama golpista.
Naquele momento, licenciou-se por quatro meses do mandato de deputado e, encerrado o afastamento, permaneceu no exterior e passou a acumular faltas na Câmara. Em dezembro, perdeu seu mandato por excesso de ausências.
Já em junho deste ano, o STF o condenou a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo, por articular nos EUA medidas de pressão contra autoridades brasileiras para interferir no processo contra o pai. Em setembro, ainda perdeu seu cargo de escrivão da PF por abandono de cargo.
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Como mostrou reportagem da Folha de S. Paulo, em caso de vitória de Flávio, há uma avaliação de que Eduardo sairia muito fortalecido, após o lobby por medidas de Trump contra o governo Lula, e seria difícil negar o comando do Itamaraty se ele quiser. Mas uma alternativa em discussão seria Eduardo assumir a Embaixada do Brasil em Washington