OPERAÇÃO DA PF

Dark Horse: PF investiga R$ 2 milhões em emendas para produtora do filme

Operação Make Up cumpre 49 mandados em quatro estados e apura suspeita de desvio de recursos públicos destinados a entidade ligada ao filme sobre Bolsonaro

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A Polícia Federal (PF), em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), investiga o suposto desvio de cerca de R$ 2 milhões em emendas parlamentares destinadas a uma organização da sociedade civil ligada à produção de “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), no âmbito da Operação Make Up, deflarada na manhã desta quinta-feira (10/9).

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A ação cumpre 49 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal. Entre os alvos estão a produtora Karina Gama e o deputado federal Mario Frias (PL-SP).

Segundo a PF, os recursos públicos foram repassados por meio de termo de fomento. A investigação aponta a suspeita de atuação de uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados, que teria direcionado os valores recebidos para empresas subcontratadas de forma irregular.

De acordo com os investigadores, não haveria comprovação da efetiva prestação de parte dos serviços contratados. A PF afirma ainda que as tentativas de ocultar os supostos desvios teriam continuado até julho deste ano.

Levantamentos financeiros também identificaram movimentações de centenas de milhões de reais entre empresas que integram o esquema investigado. Os envolvidos são investigados pelos crimes de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.

Investigação no STF

O inquérito que deu origem à operação está sob relatoria do ministro Flávio Dino, do STF. A investigação tramitava inicialmente em São Paulo e foi posteriormente assumida pela Corte.

A apuração se concentra no possível uso irregular de emendas parlamentares e de outros recursos públicos que chegaram a entidades e empresas ligadas à produtora responsável por “Dark Horse”.

O financiamento do filme também é alvo de uma segunda investigação no Supremo. Sob relatoria do ministro André Mendonça, esse inquérito apura repasses feitos pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, atualmente preso, a pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à presidência da República, além do destino dado ao dinheiro.

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Em maio, o portal The Intercept Brasil revelou uma troca de mensagens e um áudio em que o senador Flávio cobrava dinheiro de Vorcaro para financiar o filme sobre Jair. De acordo com a reportagem, Vorcaro pagou ao menos R$ 61 milhões em 2025.

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