'Psicopata’ e ‘patético’: Renan culpa Lula e Flávio pelo tarifaço dos EUA
Pré-candidato à Presidência da República criticou movimentações do atual presidente e do herdeiro político de Jair Bolsonaro pelas tarifas impostas ao Brasil
compartilhe
SIGA
O pré-candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) culpou o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador e também pré-candidato ao Planalto Flávio Bolsonaro (PL) pela aplicação de tarifas em 25% pelos Estados Unidos nos produtos de exportação brasileira. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele chamou a tentativa do nome bolsonarista de impedir as tarifas como “patética” e chamou o petista de “psicopata”.
A decisão da aplicação do tarifaço foi divulgada pelo governo do presidente Donald Trump (Republicanos) na noite de quarta-feira (15/7) e segue a recomendação do Escritório do Representante do Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês), após investigação da Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, que teve início em julho de 2025. A medida começa a valer na próxima quarta-feira (22/7).
A aplicação das taxas inclui cerca de 2.100 produtos como carne, café, laranja, suco de laranja e peças para a fabricação de aviões. A justificativa é que esses itens são insumos importantes para a indústria norte-americana, têm pouca oferta doméstica ou são difíceis de substituir por fornecedores de outros países. Já produtos como etanol, vestuário, calçados, máquinas agrícolas e produtos industrializados serão atingidos.
Leia Mais
O “filho 01” do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) participou de audiência pública, em Washington, para pedir o adiamento da aplicação das tarifas, sob o argumento de que elas beneficiariam uma possível reeleição de Lula nas eleições de outubro.
Na sua fala, o senador pediu que os membros da comissão “não imponham tarifas ao Brasil, preservem o sucesso do Pix e cancelem esta medida para que possamos negociar”. Após sua participação, ele publicou um vídeo nas redes sociais em que afirmava que fez uma “perícia técnica e política” em seu discurso e que Lula é o único que tem interesse na taxação.
Em vídeo publicado no Instagram, Renan afirmou que a família Bolsonaro é “puxa-saco” de Trump, de modo que se vende como “intermediária entre Brasil e Trump” para “abater seus inimigos aqui”. “Este ano, Flávio Bolsonaro, de maneira patética, foi até os Estados Unidos para defender o Brasil da taxação, dizendo que seu amigo Trump faria alguma coisa, ficaria comovido. O Trump taxou a gente. Ele nem ligou, até porque o Trump só usa esses idiotas”, afirmou.
Para o presidente nacional do Partido Missão, o movimento de Flávio foi “patético” e afirmou que, caso seja eleito nas eleições, enfrentaria o governo norte-americano. “optaria por outro caminho. “Eu vou enfrentar os Estados Unidos e vamos botar as terras-rasas no meio, para sentar e obrigar eles a negociarem bem”. afirmou.
“Vão ter que negociar, porque nós estamos numa posição boa para o futuro para negociar com eles. Eles dependem da gente pra isso. Portanto, vamos usar essa posição boa”, continuou. Segundo Renan, o posicionamento do Brasil não deve ser de puxa-saco ou de se aproveitar de uma crise para crescer.
"Ataque diplomático"
Já em relação a Lula, Renan o classificou como “psicopata” que, na visão dele, ao invés de defender o interesse brasileiro “descobriu que se beneficia toda vez que os EUA fazem um ataque diplomático contra o Brasil” e aumenta sua popularidade.
“Reparem nisso: tudo que envolve interesse nacional, tudo que envolve futuro, a gente é sabotado. E são todas as pautas, desde o fim da escala 6x1, PL da Misoginia, votação de pauta bomba no Congresso. Nessas horas, PT e bolsonarismo votam juntos, porque o que interessa para esses caras são só as próximas eleições. Você que fica brigando por eles na rua, você é um otário”, declarou.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
Uma pesquisa Genial/Quaest divulgada na quarta-feira mostra que Flávio perdeu parte da popularidade e aumentou a distância de Lula, que é pré-candidato com mais sinalizações de voto. Já Renan, em um cenário estimulado de segundo turno contra o presidente que tenta reeleição, pontuou 33% das intenções de voto, contra 45% do presidente. Nesta simulação, brancos e nulos somam 18% e indecisos 4%.