Gabriel sobre acervo do Palácio das Mangabeiras: ‘Pedaço da história’
Pré-candidato diz que não moraria na residência oficial, mas defende recuperar móveis e obras de arte e abrir espaço à população
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O pré-candidato do MDB ao governo de Minas Gerais, Gabriel Azevedo, pretende devolver o acervo histórico ao Palácio das Mangabeiras caso seja eleito. Em entrevista ao Estado de Minas, nesta quinta-feira (16/7), ele disse que não pretende morar na residência oficial, defendeu a preservação do patrimônio histórico e criticou o esvaziamento do imóvel durante a gestão do ex-governador Romeu Zema (Novo).
A declaração ocorre em meio à investigação sobre o paradeiro de móveis, obras de arte, livros e outros bens que integravam o acervo do Palácio das Mangabeiras. O caso passou a ser apurado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG) e também é alvo de representação na Polícia Federal.
Parlamentares da oposição questionam a retirada e a destinação das peças, enquanto o governo afirma que o patrimônio está catalogado e sob controle.
Embora descarte utilizar o Palácio das Mangabeiras como residência oficial, Gabriel ressaltou que o imóvel deve ser tratado como patrimônio histórico e cultural de Minas Gerais. "Não tenho a menor pretensão de voltar a viver no palácio. Já tenho onde morar. Mas, quando você é governador, não é sobre você, é sobre o que você representa", ponderou.
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Segundo o pré-candidato, o espaço deve ser aberto à população e utilizado para preservar a memória política e institucional do estado. "O povo tem que entrar naquele palácio. Pode ter eventos e visitação, mas com respeito, porque não é só uma residência oficial: é um pedaço da história brasileira. E a gente protege pedaço da história brasileira", disse.
Patrimônio histórico
Gabriel ainda pontuou que, se assumir o governo, pretende recompor o patrimônio histórico do Palácio das Mangabeiras. "Tenha absoluta certeza de que, se eu for eleito, não é só a mobília, os livros e a arte que vão voltar. O povo vai estar ali dentro, para aprender a própria história e se conscientizar politicamente", declarou.
Na avaliação do emedebista, os objetos que integravam o imóvel têm valor histórico que vai além do aspecto material. "Uma cadeira não é simplesmente uma mobília. É o lugar onde há uma história sendo contada", destacou.
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Para Gabriel, preservar o acervo também significa manter a memória política de Minas Gerais e da redemocratização do país. "A história que o Palácio das Mangabeiras conta, e que parece que este governo esqueceu, é da importância da democracia", concluiu.