Flávio Bolsonaro ironiza Quaest: 'Povo está feliz com Lula'
Senador reagiu nas redes sociais à pesquisa Genial/Quaest, que ampliou a vantagem de Lula sobre o pré-candidato do PL na disputa presidencial
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O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) ironizou a pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (15/7), que mostra queda no número de eleitores que têm a intenção de votar em seu nome nas eleições presidenciais de outubro. Em publicação nas redes sociais, ele escreveu que a pesquisa “deve ser reflexo de como o povo brasileiro está feliz com Lula: preço alto da comida, ninguém mais sofre com a violência no país e nenhum brasileiro está endividado”.
De acordo com o levantamento, o atual Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou a vantagem sobre o nome bolsonarista. Em um cenário estimulado de segundo turno, Lula aparece com 45% das intenções de voto, contra 37% de Flávio, abrindo uma diferença de oito pontos percentuais.
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O levantamento mostra um crescimento da distância entre os dois na disputa de primeiro turno. Na última rodada de pesquisa, feita em junho, o petista conquistou 44% das sinalizações de voto, enquanto Flávio obteve 38%. No mês anterior, de maio, a distância era ainda menor: enquanto Lula teve 42% das intenções, o filho de Bolsonaro teve 40%. A tendência retoma ao patamar registrado em janeiro deste ano, que evoluiu para uma única pesquisa com vantagem do pré-candidato da direita: em abril, Flávio conquistou 42% das intenções de voto, enquanto Lula teve 40%.
A pesquisa Genial/Quaest mostra que o “filho 01” do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) perdeu apoio de parte do eleitorado que se identifica com o campo político da direita, mas não se consideram bolsonaristas. No recorte por posicionamento político, a intenção de voto no parlamentar caiu de 82% para 74% entre os eleitores de direita, uma retração de oito pontos percentuais em relação ao levantamento de junho. Entre os eleitores que se consideram bolsonaristas, o apoio recuou de 97% para 91%.
Em publicação no X (antigo Twitter), o senador elogiou a proposta do ministro Kassio Nunes Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de criar um selo de acurácia para institutos de pesquisa que mais se aproximarem dos resultados finais das eleições.
“Parabéns ao Presidente do TSE, Ministro Nunes Marques, pelo “selo de acerto” para institutos de pesquisa que mais acertarem o resultado das eleições. Talvez, se ele já existisse, teriam vergonha de publicar essa pesquisa da Quaest de hoje”, escreveu o presidenciável.
Parabéns ao Presidente do TSE, Ministro Nunes Marques, pelo “selo de acerto” para institutos de pesquisa que mais acertarem o resultado das eleições.
— Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) July 15, 2026
Talvez se ele já existisse, teriam vergonha de publicar essa pesquisa da Quaest de hoje.
Ela deve ser reflexo de como o povo…
A queda no apoio a Flávio Bolsonaro se dá em meio a uma crise em sua pré-campanha, que conta com um desgaste provocado por uma série de acontecimentos que incluem uma acusação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, (PL Mulher), de tê-la humilhado em uma ligação telefônica e de, junto à cúpula do partido, não ter cumprido acordos pré-estabelecidos. Além disso, integrantes da alta cúpula da legenda e aliados foram alvo de operações da Polícia Federal (PF) e de decisões do Supremo Tribunal Federal (STF).
Flávio Bolsonaro também foi proibido de visitar o pai, que cumpre pena de 27 anos e 3 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado temporariamente em regime domiciliar, por determinação do ministro do STF Alexandre de Moraes. Com duração de 90 dias, a ordem foi emitida após Flávio fazer a leitura de uma carta em que o pai pedia união da direita em torno da candidatura do filho ao Palácio do Planalto, por meio de uma live no Youtube.
No entendimento do ministro, houve desrespeito à medida cautelar imposta nas condições da prisão domiciliar que proibia a “utilização de redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiro”.
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Flávio Bolsonaro reagiu dizendo que a decisão era “desproporcional” e acusou Moraes de tentar “interferir nas eleições”, uma vez que ele só poderia retomar contato com o ex-presidente após o primeiro turno das eleições de outubro.