Flávio sobre Bolsonaro: ‘Vai colocar a faixa em mim em janeiro’
Senador afirma que ex-presidente participará da posse em 2027 e critica decisão de Moraes que suspendeu, por 90 dias, suas visitas ao pai
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato do PL à presidência da República, disse nessa segunda-feira (13/7) que, se vencer as eleições de outubro, será o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) quem passará a faixa presidencial a ele na cerimônia de posse, em janeiro de 2027.
A declaração foi feita durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais, após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspender por 90 dias as visitas do parlamentar ao pai.
"O presidente Bolsonaro é quem vai colocar a faixa de presidente em mim em janeiro do ano que vem. Anota aí. Vocês vão ver essa cena. Em nome de Jesus, vocês vão ver essa cena", disse Flávio durante a transmissão.
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Atualmente, Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar por ter sido condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Dentre as medidas cautelares impostas pela Corte está a proibição de utilizar redes sociais, direta ou indiretamente, inclusive por intermédio de terceiros.
Cerimônia de posse
Pela tradição, a faixa presidencial é entregue ao presidente eleito pelo antecessor durante a cerimônia de posse. Em 2023, no entanto, o ritual não ocorreu porque Jair Bolsonaro deixou o Brasil dias antes da posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e viajou para Orlando, nos Estados Unidos.
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Ao comentar um hipotético governo, Flávio disse acreditar que a situação jurídica do pai será revertida e que pretende "resgatar o Brasil". "A gente vai honrar o presidente Bolsonaro e todos os perseguidos do 8 de janeiro", declarou, em referência às pessoas condenadas pela Justiça pela participação na organização criminosa que planejou o golpe de Estado.
Críticas a Moraes
Durante a transmissão, o senador voltou a criticar o ministro Alexandre de Moraes e afirmou que a suspensão das visitas busca interferir no processo eleitoral e isolar politicamente o ex-presidente. A decisão de Moraes foi tomada nessa segunda-feira, depois de o ministro considerar que Flávio desrespeitou as restrições impostas ao pai ao ler, durante uma live realizada no sábado (11/7), uma carta escrita por Jair em apoio à sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto.
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Segundo o ministro, a divulgação do conteúdo representou uma forma indireta de utilização das redes sociais pelo ex-presidente, prática vedada pelas medidas cautelares fixadas pelo STF.