Presidente do PL indicou mais emendas que todos os deputados menos Lira, aponta jornal
Mesmo sem mandato, Valdemar Costa Neto teria indicado mais emendas que 512 dos 513 deputados em 2024. Nessa semana, o presidente do PL teve mais de R$ 119,2 milhões em bens e ativos financeiros bloqueados após decisão do ministro Flávio Dino, do STF
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O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, indicou mais emendas parlamentares do que 99,8% dos deputados federais em 2024. Segundo um levantamento divulgado neste sábado (11/7), pelo jornal Folha de S. Paulo, o montante de emendas indicadas por Valdemar Costa Neto só não foi superior às indicações do então presidente da Câmara na época, Arthur Lira (PP-AL), que destinou R$ 255,3 milhões a esse tipo de recursos.
Nesse período, segundo relatório da Polícia Federal (PF), o líder do partido do pré-candidato Flávio Bolsonaro teria indicado R$ 111,8 milhões em emendas de comissão, mesmo sem mandato desde 2013. Ainda de acordo com o relatório da PF, Costa Neto teria utilizando uma estrutura paralela na Câmara dos Deputados para gerir o chamado "orçamento secreto". De acordo com a apuração, o esquema operou entre junho de 2024 e março deste ano.
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A PF também aponta a atuação de três servidores da Câmara como braços operacionais do presidente do PL no esquema. Entre eles está Mariângela Fialek, conhecida como "Tuca", apontada como responsável pela organização e pelo encaminhamento das emendas do orçamento secreto.
As investigações de que Costa Neto, como presidente do PL, indicou emendas na Casa, mesmo sem ter mandato, embasou a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o bloqueio imediato de mais de R$ 119,2 milhões em bens e ativos financeiros do líder do principal partido de oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A direção nacional do PL ainda não se manifestou sobre o levantamento que aponta que Costa Neto indicou mais emendas parlamentares do que todos dos deputados, com exceção de Arthur Lira, no ano de 2024. A defesa do presidente da legenda, porém, comentou sobre a decisão de Flávio Dino.
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De acordo com os advogados de Costa Neto, a decisão do ministro do STF "parte de premissas frágeis" e criminaliza a atividade político-partidária. Além disso, apontou que serão adotadas "todas as medidas judiciais cabíveis" para demonstrar a improcedência das imputações.