INVESTIGAÇÃO

Zema minimiza investigação sobre acervo do Palácio das Mangabeiras

Ex-governador afirma que economia por não morar na residência oficial compensaria eventual perda de bens e sugere 'armação' no caso

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O ex-governador Romeu Zema (Novo) minimizou, nesta sexta-feira (10/7), as investigações sobre o paradeiro de móveis e objetos que integravam o acervo do Palácio das Mangabeiras, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, e disse que a economia gerada ao deixar de utilizar a residência oficial compensaria eventual desaparecimento de bens.

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Durante entrevista coletiva no Café Nice, no Centro de BH, Zema também sugeriu que o caso pode envolver uma "armação", ao comparar a situação com a polêmica sobre os móveis do Palácio da Alvorada no início do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

As declarações ocorrem enquanto o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG), a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e a Polícia Federal (PF) analisam representações relacionadas ao destino do patrimônio histórico do palácio, que deixou de ser residência oficial em 2019 e passou a receber visitação pública.

Economia

Ao comentar o caso, Zema afirmou que sua decisão de permanecer morando na própria casa gerou economia aos cofres públicos e criticou a estrutura mantida no Palácio das Mangabeiras antes de sua gestão.

"Queria até que fosse feito um levantamento. Havia lá 32 empregadas, mordomos, governantas, chefes, comprando lagosta, vinho do mais caro. No meu governo não teve nada disso. O ex-governador ia e voltava diariamente de helicóptero", disse, referindo-se a Fernando Pimentel (PT).

Na sequência, Zema estimou que a mudança de postura representou uma economia mensal de R$ 300 mil a R$ 400 mil.

Comparação com o Planalto

Zema também comparou o episódio às declarações feitas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no início do terceiro mandato, sobre móveis do Palácio da Alvorada.

"Quando Lula assumiu, falou que os móveis do Bolsonaro tinham sumido lá do Palácio do Planalto. Depois encontraram isso lá num porão, tudo armazenado. Então parece também que tem um pouco de armação, de coisa proposital", declarou.

Investigações

As suspeitas sobre o destino do acervo do Palácio das Mangabeiras motivaram uma série de apurações. O Tribunal de Contas do Estado admitiu representação apresentada pelo deputado estadual Leleco Pimentel (PT), enquanto a deputada Bella Gonçalves (PT) protocolou uma notícia-crime na Polícia Federal, pedindo investigação sobre o suposto desaparecimento de centenas de itens, entre móveis, pratarias, livros, louças e obras de arte.

A apuração também é conduzida pela Comissão de Cultura da Assembleia Legislativa. Na próxima quarta-feira (16/7), representantes da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge), responsável pela administração do imóvel, deverão apresentar aos parlamentares um levantamento dos bens e prestar esclarecimentos sobre a localização das peças.

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Governo nega desaparecimento

Ao comentar o caso, o governador Mateus Simões (PSD) declarou que o acervo histórico foi preservado e redistribuído para instituições públicas. Segundo ele, obras de arte estão expostas no Palácio da Liberdade, enquanto livros foram encaminhados à Biblioteca Pública Estadual. Já os móveis e demais objetos utilizados quando o palácio funcionava como residência oficial, segundo Simões, tiveram sua destinação acompanhada pela Polícia Militar, responsável pela desativação do imóvel como moradia de governadores.

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