Zema diz que quem não gosta dele é ‘quem quer ganhar sem trabalhar’
Em visita ao tradicional Café Nice, no Centro de Belo Horizonte, ex-governador rebate críticas à gestão e afirma que oposição vem de quem "não gosta de emprego"
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O ex-governador Romeu Zema (Novo) disse, nesta sexta-feira (10/7), que as críticas à sua gestão partem de "quem está querendo continuar ganhando dinheiro sem trabalhar". A declaração foi dada durante visita ao tradicional Café Nice, na Praça Sete, no Centro de Belo Horizonte, ponto tradicional da política mineira em períodos eleitorais.
Ao ser questionado sobre a predominância de agendas com empresários e se pretende ampliar o diálogo com outros segmentos da sociedade durante a pré-campanha presidencial, Zema respondeu que conversa com todas as categorias, mas pontuou não fazer questão da aprovação de quem, segundo ele, não trabalha.
"Eu estou escutando todas as categorias. Acho que não gosta de mim é quem está querendo continuar ganhando dinheiro sem trabalhar. Com esses, eu não faço muita questão que me apreciem. Eu e o Mateus Simões gostamos é de quem trabalha, de quem faz as coisas corretas", afirmou.
Na sequência, Zema utilizou indicadores de sua administração para sustentar o argumento. Segundo ele, Minas Gerais encerrou os quase sete anos e meio de seu governo sem casos de corrupção ou escândalos administrativos e registrou crescimento econômico.
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"O Estado avançou, ganhou participação no PIB do Brasil e teve um milhão de empregos a mais", disse. Para o ex-governador, "quem não gosta de emprego, de trabalhar é que tem criticado". As declarações foram feitas ao lado do atual governador Mateus Simões (PSD), que participou da agenda ao estabelecimento.
Retorno a BH
Empenhado na pré-campanha presidencial, Zema tem passado os últimos meses longe de Belo Horizonte e Região Metropolitana, com visitas pontuais. Brevemente, o ex-governador comentou o retorno a Belo Horizonte após uma série de viagens pelo país, realizadas como parte de sua agenda.
"Muito bom estar em casa novamente. Foram quase 40 dias, mas fiquei muito feliz. Rodamos boa parte do Brasil e vamos continuar. No domingo estou indo embora novamente", disse.
Tradição eleitoral
Em anos eleitorais, o Café Nice, um pequeno estabelecimento localizado próximo ao Pirulito da Praça Sete, costuma se transformar em parada obrigatória de candidatos a cargos majoritários. Frequentado diariamente por clientes antigos, o local passa a receber políticos em campanha para prefeitura, governo estadual e até mesmo Presidência da República.
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Fundado em 1937, o café mantém uma tradição cuja origem não é conhecida com precisão. Um dos relatos mais difundidos atribui o costume ao ex-presidente Juscelino Kubitschek, que frequentava o estabelecimento quando foi prefeito de Belo Horizonte, entre 1940 e 1945. Desde então, a visita ao Café Nice tornou-se um gesto recorrente de candidatos em busca de proximidade com o eleitorado da capital mineira.