Master: ex-sócio de Leo Dias, Thiago Miranda é alvo de operação da PF
Publicitário é acusado de mobilizar rede de influenciadores para tentar minar a credibilidade do Banco Central, além de vigiar a jornalista Malu Gaspar
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O publicitário Thiago Miranda, que atuava em sociedade com o jornalista Leo Dias, na Leo Dias Comunicação, é alvo de mandado de busca e apreensão em Brasília, na 10ª fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. De acordo com as investigações, ele coordenava uma rede digital especializada em ataques ao Banco Central nas redes sociais.
Thiago também é acusado de fazer uma devassa na vida da jornalista Malu Gaspar, para tentar obrigar a comunicadora a deixar de publicar reportagens sobre fraudes no Banco Master. Sem encontrar nada que desabonasse a vida da comunicadora, ele teria tentado contratar a profissional por meio de uma negociação milionária.
A autorização para realizar as buscas foi dada pelo ministro André Mendonça, que afirmou o alto grau de periculosidade da organização criminosa que tem "contornos de máfia".
Thiago Miranda
“Os elementos analisados apontam que Thiago Miranda desempenhava papel central nessas iniciativas, sendo o principal responsável por realizar pesquisas e levantamentos acerca da vida privada da jornalista em questão. Ainda de acordo com as conversas analisadas, Thiago Miranda costumava informar o andamento das buscas, relatar sobre a análise de processos judiciais antigos e coordenar a mobilização de equipe dedicada a localizar informações que pudessem ser consideradas sensíveis ou comprometedoras para a jornalista”, afirmou Mendonça no despacho.
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A PF afirma que Miranda agiu para "proteger o núcleo dirigente da organização criminosa; manipular a opinião pública; coagir, intimidar e violar dados sigilosos de jornalistas, concorrentes e pessoas ligadas ao presidente do Banco Central".
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A investigação também aponta que "para o cometimento dos crimes objeto da nova frente investigativa, foram utilizados recursos econômicos provenientes do esquema de fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master, com a finalidade de promover campanhas de desinformação na mídia, tradicional e digital".