CASO MASTER

Valdemar diz que PF 'exagerou muito' com Ciro Nogueira e Jaques Wagner

Senadores de PP e PT são acusados de grande envolvimento com o escândalo do Banco Master

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Para o presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, houve exagero na condução das investigações contra os senadores Ciro Nogueira (PP-PI) e Jaques Wagner (PT-BA), ambos acusados de envolvimento com o caso do Banco Master.

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Após um almoço com frentes parlamentares, Valdemar concedeu entrevista coletiva e foi questionado sobre a reticência de partidos do centro em apoiar a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. Para ele, a situação é “natural”, e então citou as operações.

“Exageraram muito na história do Ciro. O Ciro é presidente de um grande partido. Eles podiam ter ouvido o Ciro sem fazer um carnaval. Quer saber outra coisa? No próprio Jaques Wagner. Ele é líder do governo. É um senador. Podiam ter chamado ele para depor”, analisou.

Para Valdemar, as operações “criam situações que a gente não entende”. Também disse que Flávio pode ter se posicionado sobre as acusações de uma maneira que desagradou Ciro Nogueira, que é presidente do PP.

De qualquer maneira, o presidente do PL mostrou que ainda conta com o apoio do centrão: “Mas nós vamos ter um ajuste. Todo esse pessoal vem com a gente. Eu não tenho dúvida disso. PP, União Brasil… Republicanos tem uma reunião hoje à tarde, tem outra reunião hoje à tarde com Podemos. Esse pessoal vem todo com a gente.”

Ciro Nogueira e Jaques Wagner

Ciro foi alvo da 5ª fase da Operação Compliance Zero, em maio. “Grande amigo de vida” do banqueiro Daniel Vorcaro, ele recebeu mesada de R$ 500 mil do dono do Master, que também pagava um cartão de crédito para ele, entre outras vantagens, segundo a Polícia Federal.

Em troca, o senador oferecia a atuação como parlamentar, além da ampla influência política como presidente de um dos maiores partidos do país, apontam as investigações.

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Jaques Wagner foi alvo de busca e apreensão em junho. Ele também é acusado de receber “vantagens econômicas indevidas”, como um apartamento de luxo de R$ 2,4 milhões, como propina do empresário baiano Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, em meio ao escândalo do Credcesta.

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