PRÉ-CANDIDATOS

Caiado critica proposta de Flávio Bolsonaro para adiar tarifaço

Ronaldo Caiado disse que adiar tarifaço para depois das eleições, como propôs Flávio Bolsonaro, é inaceitável

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A proposta do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de adiar as tarifas até depois das eleições presidenciais é inaceitável, afirmou nesta quarta-feira (8/7) o ex-governador de Goiás e pré-candidato Ronaldo Caiado (PSD). 

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"Você vê falhas de um candidato, e com todo o respeito a ele, do Flávio, em se colocar também numa sessão nos Estados Unidos e dizer que adie a tarifação a partir da eleição", disse Caiado em evento da Confederação Nacional do Comércio. "É inaceitável isso. Você tem que estar dentro de um jogo para saber qual é o peso e o significado do país." 

 

Flávio Bolsonaro argumentou, em documento enviado ao USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA), que o tarifaço do ano passado foi utilizado politicamente pelo governo Lula (PT) e pediu que a aplicação de novas taxas seja adiada, pelo menos, até depois das eleições de modo a evitar um novo bônus político ao presidente. 

"As tarifas propostas dariam ao atual governo brasileiro exatamente a vitória política que ele vem buscando, ao mesmo tempo em que puniriam a economia americana e os próprios brasileiros que defendem uma relação mutuamente benéfica com os Estados Unidos", disse Flávio, pré-candidato do PL à Presidência. 

Após enviar esse dossiê, Flávio participou, na terça-feira (7/7), de audiência pública promovida pelo USTR — que é o órgão responsável pelas investigações comerciais que propuseram novas tarifas de 37,5% às exportações brasileiras — e repetiu o argumento, dizendo que agora seria o pior momento para implantar novas taxas. 

Em sua fala no evento da CNC, Ronaldo Caiado ainda criticou o que seria uma postura ideológica da chancelaria brasileira, o Itamaraty, e disse que o Brasil sofre pressões simultâneas dos EUA, da China e da Europa, citando barreiras regulatórias europeias, as cotas chinesas e o tarifaço americano. 

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"Hoje os americanos nos ameaçam com 25% pela seção 301. [Com] a União Europeia acabamos de fazer o acordo [UE-Mercosul] e disseram: 'estamos enxergando um uso de antibiótico fora dos padrões e cancelaremos as importações de carne'", afirmou. "Aí vem a China e diz: 'vocês já atingiram a cota. A partir de agora vocês têm que pagar 55% mais 12,5%."

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