EM PRISÃO DOMICILIAR

Carlos associa soluços de Bolsonaro a ‘maior movimentação psicológica’

Filho do ex-presidente afirmou que episódios de soluços são agravados por tensão emocional

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O ex-vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PL) afirmou neste sábado (16/5) que os episódios recorrentes de soluços apresentados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ocorrem em momentos de maior “movimentação psicológica”. A declaração foi publicada no X, antigo Twitter, após visita ao pai, que cumpre prisão domiciliar em Brasília (DF).

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Segundo Carlos, os sintomas acabam agravados em “ambientes desfavoráveis”. “A princípio, seus soluços surgem em momentos de maior ‘movimentação psicológica’ e acabam agravados em ambientes desfavoráveis, como ocorreu há poucos dias, em um momento que quase levou sua morte na prisão”, escreveu.

Na publicação, o filho do ex-presidente afirmou ter viajado de Santa Catarina a Brasília para visitá-lo e disse ter levado mensagens de apoio de aliados e apoiadores. “Trouxe o que prometi: um abraço de cada pessoa que me pediu que o entregasse”, afirmou.

Carlos relatou ainda que Bolsonaro segue em recuperação após cirurgia no ombro e que o membro permanece imobilizado. “Seu ombro segue isolado e em recuperação após a cirurgia, com dores controladas. Me foi dito que sua recuperação deve durar de 6 a 9 meses”, escreveu.

Condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado, o ex-presidente está em prisão domiciliar desde o fim de março. Bolsonaro passou por internações recentes para tratar uma broncopneumonia e, posteriormente, realizar uma cirurgia no ombro. O procedimento durou cerca de cinco horas, sem intercorrências, segundo informações médicas divulgadas anteriormente.

Relatório médico enviado ao STF na última sexta-feira aponta que Bolsonaro apresenta quadro persistente e inalterado de instabilidade do equilíbrio corporal. O documento também registra episódios recorrentes de soluços nos últimos dias, com melhora após ajuste terapêutico.

De acordo com as restrições impostas pelo STF, Bolsonaro deve usar tornozeleira eletrônica durante todo o período da prisão domiciliar. Ele também está proibido de utilizar celular, telefone ou qualquer meio de comunicação, direta ou indireta, além de não poder acessar redes sociais nem gravar ou divulgar vídeos e áudios, inclusive por intermédio de terceiros.

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Na postagem, Carlos Bolsonaro voltou a criticar as restrições impostas ao pai e classificou o ex-presidente como “perseguido político”. O ex-vereador afirmou ainda que retornará a Brasília na próxima quarta-feira para realizar nova visita.

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