ELEIÇÕES

Cleitinho lidera engajamento digital com ampla vantagem

Levantamento da Opus Consultoria & Pesquisa sobre desempenho de pré-candidatos ao governo no Instagram mostra liderança folgada do senador

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Ainda distante do calendário eleitoral oficial, a corrida pelo governo de Minas em 2026 já apresenta sinais claros de descompasso no ambiente digital. Levantamento realizado pela Opus Consultoria & Pesquisa sobre o desempenho dos pré-candidatos ao Palácio Tiradentes no Instagram mostra o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) em posição amplamente dominante entre os nomes cotados para a disputa estadual.

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O parlamentar concentrou sozinho 5,2 milhões de interações ao longo de abril, índice que o coloca isolado na liderança do debate político digital em Minas Gerais. A análise considerou as publicações feitas entre 1º e 30 de abril deste ano e mediu o engajamento orgânico das postagens a partir da soma de curtidas, comentários e compartilhamentos no Instagram.

A distância em relação aos demais pré-candidatos também aparece na série histórica analisada pela pesquisa. De 1º de janeiro a 30 de abril, o senador acumulou 18,9 milhões de interações, desempenho muito superior ao dos outros nomes monitorados.

Embora visualizações, curtidas e compartilhamentos não representem, necessariamente, conversão automática em votos, a capacidade de mobilização nas redes sociais se consolidou como um dos principais instrumentos de alcance público, formação de narrativa e conexão direta com o eleitorado, cenário em que Cleitinho ampliou sua visibilidade e consolidou protagonismo no ambiente digital.

O governador Mateus Simões (PSD), que já oficializou sua pré-candidatura à sucessão estadual, aparece na segunda colocação, mas em patamar muito distante: 171,2 mil interações. Na sequência surgem o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), com 53,7 mil, o ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte Gabriel Azevedo (MDB), com 43,6 mil, e o senador Rodrigo Pacheco (PSB), com 12,9 mil.


ENGAJAMENTO MÉDIO

Com 4,1 milhões de seguidores no Instagram, Cleitinho fez 44 publicações ao longo de abril e registrou média de 119,2 mil interações por postagem, desempenho muito superior ao dos demais concorrentes monitorados. Na sequência, Mateus Simões soma 176,4 mil seguidores. Durante o mês analisado, o governador publicou 69 vezes. ritmo superior a duas publicações diárias. e alcançou média de 2,5 mil interações por publicação.

Os dados indicam que maior frequência de postagem não necessariamente se traduz em mobilização proporcional nas redes. Embora tenha publicado menos, Alexandre Kalil apresentou desempenho médio superior ao de Mateus Simões. Com 232,9 mil seguidores, Kalil realizou apenas sete publicações em abril, mas acumulou média de 7,7 mil interações por postagem.

Já Gabriel Azevedo soma 209,1 mil seguidores. No período analisado, fez 29 publicações e registrou média de 1,5 mil interações por post. O senador Rodrigo Pacheco, por sua vez, apresentou baixa movimentação digital ao longo de abril. Com 206,8 mil seguidores, realizou apenas cinco publicações no mês e obteve média de 2,6 mil interações por postagem.


Estratégias digitais

Os números refletem não apenas diferenças de alcance, mas também estratégias distintas de comunicação política nas redes sociais. No caso de Cleitinho, o desempenho está associado à consolidação de uma linguagem digital baseada em vídeos curtos, forte apelo popular e conteúdos de enfrentamento institucional. Entre as publicações de maior repercussão aparecem críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), ataques a privilégios da classe política e pautas ligadas ao cotidiano da população, como o debate sobre o fim da escala de trabalho 6x1.

O governador, por outro lado, apresentou desempenho sustentado por publicações de perfil mais institucional, concentradas na divulgação de agendas administrativas, entregas do governo estadual e ações da gestão mineira. Alexandre Kalil, por sua vez, tenta reconstruir espaço político após a derrota na eleição estadual de 2022, mas ainda mantém presença digital mais discreta em comparação ao período em que comandava a Prefeitura de Belo Horizonte.

Gabriel Azevedo busca ampliar sua projeção para além da capital mineira. O vereador mantém atuação frequente nas redes sociais, com publicações voltadas à divulgação da pré-campanha, apresentação de propostas iniciais para Minas Gerais e críticas a problemas enfrentados pelo estado.

No caso de Rodrigo Pacheco, mesmo sendo apontado como o nome preferido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a disputa ao governo mineiro, o senador ainda não confirmou pré-candidatura e registrou baixa atuação nas redes durante abril.

O perfil moderado e o número reduzido de publicações ajudam a explicar o alcance mais restrito em um ambiente marcado pela polarização e pelo engajamento imediato. Recentemente, Pacheco afirmou que deve decidir até o fim de maio se disputará o Governo de Minas nas eleições de 2026.

Para Matheus Dias, diretor da Opus Consultoria & Pesquisa, os números mostram a força da presença digital de Cleitinho, mas não permitem concluir, isoladamente, que todo o engajamento registrado esteja concentrado em Minas Gerais. Segundo ele, o senador já ultrapassou a esfera estadual e passou a ter alcance nacional nas redes sociais.

Dias ressalta que plataformas como o Instagram não oferecem mecanismos capazes de identificar a origem geográfica de cada interação. “Hoje, o Cleitinho é um político de expressão nacional. A rede social dele chega a todos os estados do Brasil, porque a rede social não tem fronteira geográfica”, afirmou.

O diretor da Opus também pondera que o desempenho digital funciona como um indicativo da capacidade de conexão do candidato com o eleitorado, mas não explica sozinho os cenários eleitorais. Segundo ele, o alto nível de conhecimento do nome de Cleitinho também influencia o desempenho observado nas pesquisas e nas redes.

“A rede social é um termômetro da conexão do candidato com o eleitor, mas não é o único fator que explica a intenção de voto. O Cleitinho hoje é o nome mais conhecido entre os candidatos colocados para a disputa, e muitos eleitores que declaram voto nele neste momento talvez conheçam apenas o próprio senador”, disse. “O engajamento não explica tudo, mas sinaliza que ele consegue se conectar com um número grande de mineiros neste momento”, completou.

Matheus Dias avalia ainda que os demais pré-candidatos ao governo mineiro ainda não conseguiram transformar suas movimentações políticas em tração digital consistente. Segundo ele, a diferença observada nas redes também está relacionada à centralidade que alguns políticos dão às plataformas digitais dentro da própria atuação política.“A pré-campanha dos outros candidatos ainda não tracionou. Eles ainda não detêm a atenção do eleitor e não conseguem engajar a população mineira de forma consistente”, afirmou. “O Cleitinho, por outro lado, sempre movimentou as redes sociais e fez delas um pilar central da atuação política.”

O diretor da Opus destaca ainda que os nomes com maior engajamento no levantamento também são os que concentram o maior número de seguidores nas plataformas. “São políticos que colocam as redes sociais no centro da atuação do mandato e também como forma de manter relacionamento direto com os eleitores”, completou.


Viana tem mais interações
na corrida ao Senado

Os maiores volumes de interação digital entre nomes cotados para a disputa ao Senado em Minas estão concentrados em perfis alinhados ao campo conservador. Levantamento realizado pela Opus Consultoria & Pesquisa sobre o desempenho dos possíveis candidatos ao Senado, com base em publicações no Instagram entre 1º e 30 de abril, aponta que o senador Carlos Viana (PSD) lidera o ranking de engajamento entre os nomes monitorados, seguido pelo ex-secretário Marcelo Aro (PP) e pelo deputado federal Domingos Sávio (PL).


Conforme o estudo, Carlos Viana acumulou 1,3 milhão de interações no período analisado. Marcelo Aro aparece na sequência, com 939,6 mil, enquanto Domingos Sávio registrou 172,2 mil interações ao longo de abril. Do lado da esquerda, os números aparecem em patamar inferior. A ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT) somou 136,2 mil interações no período, enquanto a ex-deputada federal Áurea Carolina (Psol) registrou 34,5 mil.


O levantamento também aponta diferenças nas estratégias de presença digital. Carlos Viana lidera em volume bruto de interações sustentado por uma estratégia de presença constante nas redes. Foram 69 publicações no período, ritmo superior a dois posts por dia, com média de 18,8 mil interações por conteúdo.
Já Marcelo Aro apresenta o desempenho proporcional mais eficiente entre os nomes analisados. Mesmo com apenas 14 publicações no mês, alcançou média de 67,1 mil por postagem, a maior do levantamento. Na prática, o ex-secretário de governo conseguiu resultado próximo ao de Carlos Viana publicando quase cinco vezes menos.


Domingos Sávio aparece em um patamar intermediário. Com 39 publicações em abril, registrou média de 4,4 mil por post. Embora mantenha presença digital frequente e engajamento estável, os números ainda ficam distantes do desempenho alcançado pelos dois principais nomes da direita mineira nas redes.

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Entre os perfis ligados ao campo progressista, Marília Campos foi a mais ativa em volume de produção, com 87 publicações no período - quase três por dia. Apesar disso, o alto ritmo não se converte proporcionalmente em alcance. A prefeita acumulou nesse período média de 1,6 mil por postagem, desempenho significativamente inferior ao dos principais adversários conservadores.
Já Áurea Carolina registrou o menor desempenho entre os nomes monitorados: em 32 publicações, ela teve média de 1,1 mil engajamentos por conteúdo.

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