Nikolas sobre Flávio Bolsonaro e Vorcaro: ‘Condenações precipitadas’
Deputado federal defendeu instalação de CPMI para investigar relações envolvendo o Banco Master e Daniel Vorcaro
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O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) saiu em defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após a divulgação de um áudio em que o parlamentar cobra R$ 134 milhões de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para a produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Em publicação no X, antigo Twitter, na noite dessa quarta-feira (13/5), Nikolas afirmou não acreditar em “condenações precipitadas” e disse que a transparência é o “melhor caminho” diante das denúncias.
“Flávio deu sua versão dos fatos e afirmou não haver qualquer ilegalidade em sua conduta”, escreveu o deputado.
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Na postagem, Nikolas também comparou o caso envolvendo Vorcaro a outros episódios recentes e questionou a repercussão do tema. O parlamentar citou o escândalo envolvendo descontos indevidos no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e contratos relacionados ao Banco Master e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
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“São notícias diárias de proporções gigantescas, como o escândalo do INSS ou dos contratos milionários envolvendo o Banco Master e ministros, além de pessoas ligadas ao Governo Lula. E a pergunta que fica é: por que nenhuma tem a repercussão e indignação do que aconteceu hoje?”, afirmou.
Nikolas ainda questionou a ausência de “intenção de criminalizar” o financiamento de filmes sobre Lula e o ex-presidente Michel Temer feitos por Vorcaro, informação publicada pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, após a divulgação do áudio de Flávio.
O parlamentar ainda defendeu a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar as relações envolvendo o empresário e o Banco Master. “Só há uma forma de elucidar todos os fatos envolvendo o Banco Master e as ações do Vorcaro: a instalação da CPMI”, declarou.
Não acredito em condenações precipitadas, assim como também acredito que transparência é sempre o melhor caminho.
— Nikolas Ferreira (@nikolas_dm) May 14, 2026
Flávio deu sua versão dos fatos e afirmou não haver qualquer ilegalidade em sua conduta.
São muitos os escândalos que nosso país vem sofrendo. São notícias diárias…
R$ 134 milhões
O posicionamento ocorre após reportagem do portal Intercept Brasil divulgar, nessa quarta-feira, um áudio em que Flávio Bolsonaro cobra recursos de Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro.
Segundo a publicação, a conversa ocorreu em novembro do ano passado, um dia antes de Vorcaro ser preso pela Polícia Federal (PF) sob suspeita de participação em um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e lobby envolvendo setores político, econômico e de mídia.
Na gravação, Flávio chama o empresário de “irmão” e afirma que estará “sempre” ao lado dele. “Só preciso que me dê uma luz”, diz o senador em um dos trechos.
Ainda conforme a reportagem, parte dos valores teria sido transferida por meio da empresa Entre Investimentos e Participações para o fundo Havengate Development Fund LP, sediado no Texas, nos Estados Unidos, e ligado a aliados do deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro.
Questionado sobre o caso pela manhã, durante visita ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, Flávio inicialmente negou a existência do áudio. “De onde você tirou essa informação? É mentira”, respondeu a um jornalista.
Horas depois, o senador confirmou ter recebido recursos de Vorcaro, mas negou qualquer irregularidade. Segundo ele, os valores seriam destinados ao financiamento privado do filme sobre Jair Bolsonaro.
“Mais do que nunca é fundamental a instalação da CPI do Banco Master. É preciso separar os inocentes, dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet”, afirmou.
Flávio também declarou ter conhecido Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando, segundo ele, “não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro”. O senador disse ainda que cobrou os valores devido ao atraso no pagamento das parcelas previstas para a produção do filme.
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“Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem”, declarou.