APOSTAS ELETRÔNICAS

Pesquisa CNT: bets são prejudiciais às famílias e devem ser proibidas

Eleitores também foram ouvidos sobre o Master, classificado pela maioria como um caso de corrupção

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Brasileiros enxergam "bets" como ameaça às famílias e Banco Master como caso de corrupção, segundo a 167ª Pesquisa CNT de Opinião, divulgada nesta terça-feira (14/04). Para 71,9% dos brasileiros, as apostas on-line representam um "problema grande" para a sociedade.

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Questionados sobre o impacto direto na vida familiar, 77,3% afirmam que as apostas têm prejudicado mais as famílias, enquanto apenas 4,1% acreditam que elas sejam benéficas. Entre os principais problemas apontados pelos entrevistados estão o vício nos jogos (37,6%); endividamento (18,8%); impacto na saúde mental (11,6%) e comprometimento do salário/renda (10,0%).

A pesquisa também identificou que a motivação central para o uso dessas plataformas não é a diversão, mas a necessidade financeira. Entre os entrevistados, 71,9% acreditam que as pessoas buscam as apostas como uma forma de ganho financeiro rápido, e 22,8% como uma forma de recuperar perdas.

Quanto ao futuro do setor, 38,4% defendem que as apostas on-line sejam proibidas de operar no Brasil, e 22,1% pedem fiscalização mais rigorosa. Apesar da preocupação, apenas 11,3% dos entrevistados afirmam que apostam pessoalmente. Outros 31,7% relatam ter pessoas do seu convívio próximo que fazem apostas.

Sobre o caso Master, liquidado pelo Banco Central por suspeita de fraude no mercado financeiro e alvo de investigação da Polícia Federal (PF), 66,4% da população afirma ter ouvido falar sobre o assunto, sendo dos quais 45,1% declaram ter acompanhado "bastante" as notícias. Para os brasileiros que conhecem o caso, 45,8% classificam o episódio como corrupção, 18,4% veem como fraude ou crime financeiro e 16,1% atribuem o problema à falta de fiscalização dos órgãos de controle. 

A responsabilidade pelas irregularidades investigadas é atribuída majoritariamente aos donos e gestores do Master (29,7%), mas também há críticas às instituições reguladoras e políticas, com menções a diretores do Banco Central (14,8%) e ao governo federal (12,1%). 

Em relação ao desfecho do caso, 35,3% acreditam que poucos responsáveis serão punidos, e 30,1% preveem que ninguém sofrerá punições. Apenas 15,0% dos brasileiros acreditam que todos os envolvidos nas fraudes serão efetivamente punidos. 

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A 167ª Pesquisa CNT de Opinião foi feita entre os dias 08 e 12 de abril de 2026. Foram ouvidas 2.002 pessoas em entrevistas presenciais domiciliares. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-02847/2026.

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