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Bella sobre Zema: 'Queremos lavar com sal grosso a escadaria do Palácio'

Segundo a parlamentar, o momento marca o encerramento de um ciclo político que, na avaliação dela, foi marcado por contradições

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A leitura oficial da renúncia do governador Romeu Zema (Novo), no plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais nesta quarta-feira (18), provocou reação da deputada Bella Gonçalves (PSOL), que fez duras críticas à gestão estadual.

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Segundo a parlamentar, o momento marca o encerramento de um ciclo político que, na avaliação dela, foi marcado por contradições entre discurso e prática administrativa. “Hoje foi lida a renúncia do governador. Nós gostaríamos mesmo de lavar com sal grosso a escadaria do Palácio Tiradentes ou da Cidade Administrativa. A verdade é que o Zema trabalhou muito pouco e esteve pouco presente no exercício do cargo neste último período”, afirmou.

Bella também citou promessas de campanha que, segundo ela, não foram cumpridas ao longo do mandato. “O governador disse que renunciaria ao próprio salário como forma de combater privilégios da classe política. Ao contrário, houve aumento significativo do próprio vencimento”, declarou.

Outro ponto destacado pela deputada foi a política de incentivos fiscais. De acordo com ela, o governo ampliou o volume de benefícios concedidos a empresas em um cenário de dificuldades fiscais. “As isenções fiscais saltaram de cerca de R$ 4,5 bilhões para mais de R$ 20 bilhões, enquanto o Estado enfrenta uma dívida pública elevada. Além disso, não houve a transparência prometida sobre quem são os beneficiários dessas medidas”, disse.

A parlamentar ainda criticou a contratação de veículos oficiais antes da saída do governador do cargo. “Pouco antes de deixar o governo, foi firmado um contrato de cerca de R$ 3 milhões para carros de luxo destinados ao uso do chefe do Executivo pelos próximos dez anos. Em um contexto de cortes em áreas essenciais, como combustível para a Polícia Civil e a Polícia Militar, esse tipo de despesa é contraditória”, afirmou.

Bella Gonçalves também mencionou a política tributária sobre combustíveis. “O governo estadual se negou a aderir a propostas de redução de impostos sobre combustíveis, mesmo após medidas adotadas pelo governo federal nesse sentido”, completou.

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A leitura da renúncia formaliza a saída de Zema do Executivo estadual e abre caminho para a posse do vice-governador Mateus Simões, que assumirá a gestão de Minas Gerais no próximo dia 22.

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