Livro revive amizade e histórias de Bartolomeu Campos de Queirós
Em "Bartolomeu Campos de Queirós – Espelho da palavra", Maria de Lourdes Caldas Gouveia homenageia o escritor e amigo que deixou mais de 60 livros
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O mineiro Bartolomeu Campos de Queirós e a pernambucana Maria de Lourdes Caldas Gouveia se conheceram em 1963. Foram colegas no Instituto de Educação de Minas Gerais. Após o curso, foram convidados a trabalhar no PABAEE (Programa de Assistência Brasileiro-Americana ao Ensino Elementar); ele como diretor de uma revista, ela como professora de Fundamentos da Educação. Já como educadores, intensificaram a amizade.
Maria de Lourdes desenvolveu trajetória como professora e pesquisadora, autora de estudos como "A matéria da memória, a cidade e seus símbolos". E Bartolomeu, com mais de 60 livros publicados, se tornou um dos maiores autores da literatura infantil do país e vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura em 2012 com o único livro para adultos, o autobiográfico "Vermelho amargo" (Global).
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Maria de Lourdes Caldas Gouveia homenageia o amigo com "Bartolomeu Campos de Queirós – Espelho da Palavra", o mais recente título da coleção "Beagá Perfis" (Conceito Editorial), dos editores Sílvia Rubião e José Eduardo Gonçalves, com lançamento neste sábado (4/7). "Bartolomeu é um personagem singular na história de Belo Horizonte. Foi aqui que desenvolveu sua carreira de professor, gestor cultural e articulador de importantes iniciativas de incentivo à leitura. Por onde passou deixou a marca de sua pedagogia poética", afirma Sílvia Rubião, sobre o escritor nascido em Pará de Minas.
A autora do livro afirma que a convivência com Bartolomeu foi construída a partir da afinidade intelectual e do respeito mútuo. "Ao escrever este livro, procurei registrar não apenas os fatos de sua trajetória, mas sobretudo a essência humana de um amigo que transformava tudo em linguagem e sensibilidade", lembra Maria de Lourdes, afirmando que Bartolomeu "era poeta mesmo quando escrevia em prosa": "O desafio de Bartolomeu era a palavra. Ele a amava e era correspondido por ela. A palavra era seu instrumento de criação, sua forma de compreender o mundo e de dialogar com as pessoas".
"Neste livro, Maria de Lourdes Caldas Gouveia traz Bartolomeu à nossa lembrança e à nossa presença. Ele sempre esteve presente nesta cidade, que fez um pouco sua em lançamentos de livros, em movimentos pela melhor educação, em tempos por melhores políticos, por melhores espaços culturais, por melhores amigos e amigas", afirma, na apresentação, a professora Eliane Marta Teixeira Lopes. "Este livro não é exatamente um perfil biográfico. É mais um ensaio poético sobre um personagem que viveu e escreveu poeticamente", avalia Eliane Marta.
O lançamento de "Bartolomeu Campos de Queirós - Espelho da palavra" será realizado na segunda casa do homenageado: a Livraria Quixote. "Ele encontrou na Quixote o lugar ideal para tomar um cafezinho e receber os amigos. Fazia todos os lançamentos na nossa livraria e tinha a sua poltrona. Ele, além de escritor, era um livreiro de mão cheia, por causa das indicações que ele fazia", lembra Alencar Perdigão, proprietário da Quixote. "A coisa mais sofrida é não poder dizer: 'Sábado vou na Quixote conversar com o Bartolomeu'. Dói", revela, ao Pensar, Maria de Lourdes Caldas Gouveia.
Hoje é dia de conhecer as histórias do amigo que Maria de Lourdes reuniu no livro "Espelho da palavra". É dia, portanto, de reencontrar Bartolomeu na Quixote. Leia, a seguir, entrevista da autora ao Estado de Minas.
Como foi construída a sua convivência com Bartolomeu?
Foi construída no cotidiano, no Instituto de Educação de Minas Gerais, onde éramos alunos em 1963. Após o curso, fomos convidados a trabalhar na Instituição PABAEE. Ele, como diretor da revista do Ensino, que pertencia ao PABAEE, e eu como professora de Fundamentos da Educação. A partir daí, nos encontrávamos como amigos, para jantar e café. Quando meus irmãos vieram me visitar em 1964, Bartolomeu foi o amigo escolhido para nos acompanhar em passeios pela cidade.
Por que afirma que a poesia foi o fio condutor do seu livro?
Porque a poesia era o tema em permanência das nossas conversas. Especialmente a poesia de Manuel Bandeira, que estabelecia entre nós um vínculo de conversas intermináveis. A partir daí, conversávamos sobre nossas cidades, amigos e outros poetas. Também conversávamos sobre a terminologia junguiana, que então, era tema de nossos estudos. Ao tentarmos compreender as relações entre anima e persona, fazíamos também poesia. Na palavra e na apreciação dos nossos comportamentos.
Como educador, qual a contribuição mais marcante de Bartolomeu?
Entre todas as suas contribuições, a mais marcante é o empenho em produzir material de alto nível, para que os alfabetizandos pudessem realizar, eles mesmos, o seu aprendizado. Durante toda sua vida profissional, Bartolomeu se manteve fiel, não só ao tema da educação, como à constante construção de materiais que oferecessem suporte às pessoas em alfabetização.
Quais elementos marcam a escrita de Bartolomeu para as crianças? O que o diferenciava de outros autores de livros infantis?
O que diferenciava o trabalho do Bartolomeu era a atenção que ele dava a seu leitor como sujeito. Ele não escrevia para crianças ou adultos. Mantinha um diálogo constante com um outro ao qual respeitava, e tratava como igual.
O que representou "Vermelho amargo" para Bartolomeu?
O que representou para Bartolomeu, só ele mesmo poderia dizer. Mas para mim, sua leitora fiel, significou uma síntese de toda sua escritura e sua vida quando ele, repetidamente, narra a dor sem remédio de perder. Uma orfandade precoce, marcante e dolorosa, que será o tema central de todo o seu trabalho como poeta e como filósofo. O tema da morte.
O seu livro é uma publicação da coleção BH Perfis. Quais lugares da cidade eram especialmente importantes para Bartolomeu?
O mais importante para Bartolomeu eram as pessoas. Qualquer lugar onde ele pudesse encontrar e conversar com os amigos, se tornava um lugar especial. Esse encontro poderia se dar tanto na livraria Quixote, quanto em qualquer esquina da rua Jacuí, da rua Levindo Lopes ou Pernambuco, na Savassi. Ele compartilhava espaços entre panelas e temperos nas cozinhas dos amigos.
Da convivência com o amigo, do que mais sente falta?
O Carlos Drummond de Andrade diz que andamos como navios, adernando. É que vivemos suportando o peso das inumeráveis cenas de amigos ausentes, ativas em nossa memória. O Bartolomeu revive em detalhes: um jeito de piscar. Um modo de encerrar conversas difíceis dizendo: tá bom, tá bom. Um dos modos que mais me fazem falta é aquele de escolher objetos e elementos do cotidiano para expressar o sentimento. Quando ele nos fala do tomate sendo retalhado, vejo o branco do papel ou do arroz recebendo as manchas da dor, sem lágrimas. Mas, a coisa mais sofrida é não poder dizer: 'sábado vou na Quixote conversar com o Bartolomeu'. Dói.
"A origem dos textos é a cidade que o acolheu e amparou em sua vida"
"Aturdido por ser mortal abrigando o imortal. Aturdido pelo receio de descumprir as promessas deixadas aos pés dos santos. Aturdido pela desconfiança de a vida ser uma definitiva mentira. Aturdido por vislumbrar o vago mundo como fantasia de Deus, em um momento de ócio."
("Vermelho amargo", p. 14.)Maria de Lourdes Caldas Gouveia
Todos nós assim aturdidos diante das inexplicáveis veredas dos nossos caminhos. Diante da procura sem resposta para as nossas dúvidas e dificuldades. Todos nós envolvidos em trabalhos que nos tragam a garantia do cotidiano e possibilitem manter a esperança e a coerência mínima. Todos nós, cada um de nós – procurando alguma coisa e nos acercando dos nossos próximos, dos que comungam conosco alguns sentimentos, haveres, quereres. Todos nós e o Bartolomeu Campos de Queirós também como professor vocacionado que foi. Viveu em intensas e apaixonadas atividades autoimpostas de louvar na escola, a alma da escola – a palavra.
Também perplexa em abordar as dificuldades referentes aos variados aspectos de pesquisar documentos e lugares nesse trabalho onde percorro muitos caminhos, tenho muitas informações, muitas repetições, acrescento pouco ao núcleo original. A tentativa de organizar elementos para o traçado de um perfil caminha a passos lentos, e a pesquisa registra mais lacunas que memórias.
Bartolomeu Campos de Queirós pertenceu a uma família de escritores que iniciaram as suas trajetórias profissionais e se afirmaram nos espaços da educação básica e fundamental. Atuaram desde os fins do século XIX até o século XX se dobrar ao fim da Segunda Guerra Mundial e nos tempos da guerra que se dizia fria. Todos esses escritores se projetaram para mais além de seu próprio tempo, desenvolvendo ampla temática atemporal e deixaram nas obras que produziram as suas marcas de caminhantes da utopia. Procuro amparo em suas palavras poéticas ao escrever este perfil – como uma tentativa de unificar o múltiplo – e tenho a clareza de sua incompletude. Peço perdão pelo muito que não foi dito. Por tantas lacunas, impossibilidades. Silêncios.
As histórias contadas pelos estudiosos da Literatura nos informam sobre as trajetórias desses múltiplos e talentosos escritores/professores que trabalharam com a intenção de reverenciar a Escola. O roteiro atual é iniciado pela chilena Gabriela Mistral (1889-1957), que teve dificuldades em realizar estudos formais, foi professora em pequenos povoados para depois se transformar em educadora reconhecida, diplomata, ganhadora do Nobel de Literatura em 1945.
A sua poesia trata de temas sempre ligados ao povo da América Latina e ressoa nos textos da brasileira Cecília Meireles (1901-1964), também professora, poeta considerada e premiada. Cecília Meireles, para além de seu humanismo discreto e contido, tem uma obra próxima aos temas sociais e históricos. Considero muito a sua ousadia e habilidade especial em transformar os horrores da Conjura Mineira em poema. É de sua autoria o "Romanceiro da Inconfidência" (1953), um relato poético fino e delicado sobre as memórias da Inconfidência Mineira.
O seu lencinho ainda enxuga as lágrimas das meninas de Ouro Preto e acena para Henriqueta Lisboa (1901-1985), a poeta de Lambari que morou e atuou em Belo Horizonte e participou como jurada do Prêmio Cidade de Belo Horizonte atribuído a Bartolomeu Campos de Queirós (1940-2012). A partir de então, a poeta Henriqueta Lisboa o reconhece em potência e participa de sua transformação em ato.
Ato pleno de um profissional que vai fazer uma minuciosa leitura dos pequenos e grandes processos da escola onde trabalhou como professor, como pensador da educação, como especial leitor. A reconhecida poeta Henriqueta Lisboa (2012, p. 145) dirá sobre o primeiro livro de Bartolomeu: "Só mesmo existindo certo estado de beatitude, a prolongar em íntima ressonância, revelada a significação dessa pequena história de amor – O peixe e o pássaro –, agrupamento de palavras singelas e eventos totalmente ingênuos [...] desejo afirmar que é obra de autêntico nível poético esse contozinho escrito para crianças por um jovem educador especializado em arte infantil".
Bartolomeu Campos de Queirós iniciou a sua vida como poeta. Ele passou sua vida tendo a poesia como eixo secreto de toda a sua produção profissional. Participou de um amplo leque de atividades no campo da cultura e redigiu o Manifesto por um Brasil Literário. Uma utopia pedagógica tecida com esperança. Projeto que objetiva um trabalho amplo para que todos os níveis da escola estejam articulados em torno da produção de uma literatura contemporânea, humanista e partilhada pela sociedade.
Como memorialista, Bartolomeu Campos de Queirós se faz mineiro de raiz e se aproxima dos poetas e escritores mineiros contemporâneos. Especialmente do Pedro Nava, que, em permanência, toma como prioridade os temas da memória mineira. Nos escritos dos dois autores temos como paisagem e pano de fundo as terras e os costumes dessas Minas Gerais em suas descrições emocionadas. Se o Nava, nascido em Juiz de Fora, se sente um "pobre homem do caminho novo", Bartolomeu se coloca sempre como personagem que descreve as suas paisagens com intimidade, com a ternura de quem nasceu e permanece lá – nos lugares onde a laranja é serra d'água e de onde "eu nunca me afastei".
Tanto Nava quanto Bartolomeu são mineiros de alma, vivem as suas mineiridades cada um ao seu modo. Mas, com intensidade e paixão. A paixão que segurou a mão de Carlos Drummond de Andrade, poeta de Itabira, para escrever as mais profundas reflexões sobre os abismos. Esses abismos que nem os próprios mineiros conhecem. E todos escutam as orações rezadas ou silenciadas por Adélia Prado, que ouvia mãe cantando quando à beira do fogão, em Divinópolis. Todos irmanados por este ato poético do espanto do primeiro olhar, por meio do qual cada um se sente como pertença e parte desse mundo descoberto e apropriado: meu lugar.
Como especial reverência, cito João Paulo Cunha (2013, p. 22): "Seu esforço deu à luz algo especial, que dialoga com outros momentos da memorialística mineira. Tem, do Drummond, o sentido lírico e um pouco desencantado do passado; do Pedro Nava, a certeza de que experiência é sempre uma resposta à criança.
Do poeta, herdou a delicadeza cética e do memorialista, a pesquisa das origens. É possível ainda, nessa conversa de mineiros, sentir o hálito melancólico de Adélia Prado, em suas memórias da falta da mãe". Assim, segundo João Paulo Cunha, o trabalho de Bartolomeu Campos de Queirós conversa com o melhor da poética mineira contemporânea e se amplia ao ultrapassar objetos específicos, públicos determinados. Ele se dirige a todos os públicos e – coisa rara – dialoga com as crianças.
Bartolomeu Campos de Queirós nos relata que a Henriqueta Lisboa o chamou ao telefone para avisar sobre o Prêmio Cidade de Belo Horizonte, do qual, com o voto da poeta, ele seria o vencedor. Desde então, conversaram, se entenderam e a poeta o acompanhou como amiga, parceira, confidente. Também indicou para o amigo a compra de seu próprio apartamento em endereço nobre da cidade. Mantiveram até a data do falecimento da escritora, em 1985, uma afetiva proximidade nos campos da literatura e nos pontos de suas pessoalidades.
Com amigos comuns, encontros, visitas frequentes, partilha de opiniões sobre a política cultural da cidade. Esse é um momento em que Bartolomeu Campos de Queirós se afirma como um produtor de cultura em Belo Horizonte. Pertence e é assumido pela comunidade intelectual da cidade como partícipe de sua memória. Porque, em situação específica, a sua literatura se organizou e foi publicada em Belo Horizonte. Depois, foi ampliada para outros países, apreciada e traduzida em outras línguas. Mas a origem dos textos é a cidade que o acolheu e amparou em sua vida.
Foi em Belo Horizonte que ele morou em vários lugares: na Floresta, na Levindo Lopes e na esquina da Pernambuco com Fernandes Tourinho, até a sua morte. Também em Belo Horizonte, Bartolomeu Campos de Queirós recebeu o acolhimento atencioso na Livraria Quixote. Lá, Bartolomeu era acolhido para um café, para receber os amigos e exercer o modo de "prosear": conversar sem compromisso de tempo ou de assuntos. Jogar conversa fora, como se diz em Minas Gerais.
Nas dificuldades com os movimentos políticos de 1964, Bartolomeu, preso e agredido, foi liberto desse ato punitivo pelo também poeta Abgar Renault (1901-1995), naquele momento, seu diretor. Diante do desempenho e dedicação ao trabalho de educador, o jovem professor teve do mesmo indicação para uma bolsa de estudos em Paris, onde estudou Arte e Educação no Instituto Pedagógico. Foi a partir desse momento que Bartolomeu expandiu o seu caminho de produção literária e obteve visibilidade. Escreveu o seu primeiro livro, "O peixe e o pássaro", em 1970, quando ainda estudava em Paris.
Retornando ao seu lugar em Belo Horizonte, assumiu cargos de relevância, bem como foi indicado a prêmios nacionais e internacionais. Depois de uma vida de intensa atividade cultural, de desempenho profissional em nível de excelência, Bartolomeu Campos de Queirós publicou "Vermelho amargo" em 2011. Já consagrado como escritor, recebeu, entre outros, o Prêmio Jabuti por esse trabalho e experimentou, em sua trajetória, a afirmação de Gabriela Mistral (1969) de que "ensinar e amar intensamente sobre terra é viver com a lança de Longuinhos transpassada no peito de lado a lado".
Depoimento — Alencar Perdigão (Livraria Quixote)
"Até hoje as pessoas procuram a poltrona onde ele ficava na livraria"
"Falar de Bartolomeu é falar de uma amizade que eu tive a honra e o privilégio de ter devido à livraria. Principalmente quando Henriqueta (Lisboa, escritora) faleceu e ele fez questão de morar no apartamento dela. Vendeu o dele para comprar o dela. E como era bem na esquina da livraria, e o Bartolomeu era um apaixonado por livros, por literatura, por formação de leitores, encontrou na Quixote o lugar ideal para o seu cafezinho, para um bom papo, para receber os amigos. E assim foi durante muitos anos: essa amizade rica, esse cérebro privilegiado, de ouro, de humor muito fino, inteligência muito apurada.
Ele fazia todos os lançamentos na Quixote. Nós, ainda em vida, criamos um espaço que recebeu o nome dele. A Quixote virou uma referência para o Bartolomeu. A poltrona que ele se sentava até hoje vem gente do Brasil inteiro procurando saber qual era para fazer foto.
O Bartolomeu brincava comigo que, além de escritor, era um livreiro também, porque as pessoas vinham procurando o livro que ele indicava. Por exemplo: "A vida pela frente", do Roman Gary, um livro pelo qual ele era apaixonado. Ou "O arroz de palma": quando esteve em BH, o autor (Francisco Azevedo) esteve na Quixote para saber por que lá era a livraria do Brasil que mais vendia o livro dele. Era uma indicação do Bartolomeu e ninguém recusava.
Bartolomeu foi um grande amigo. Quando ficava um dia sem aparecer na livraria, a gente ligava para saber se estava tudo bem. E foi assim até os seus últimos dias, quando teve que fazer hemodiálise e montou um clube de leitura com os colegas que faziam o mesmo tratamento."
"Bartolomeu Campos de Queirós – Espelho da palavra"
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De Maria de Lourdes Caldas Gouveia
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Coleção Beagá Perfis
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Conceito Editorial
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192 páginas
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R$ 69,90
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Lançamento neste sábado (4/7) às 11h na Livraria Quixote (Rua Fernandes Tourinho, 274 – Savassi, BH)
Perfis de BH
A coleção "Beagá Perfis" é formada por livros dedicados a personagens que contribuíram na construção da história cultural, artística, política e intelectual de Belo Horizonte. Outros títulos da Conceito Editorial:
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"Fritz Teixeira de Salles – Um Quixote irresistível", de Paulinho Assunção
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"Hugo Werneck – Médico e construtor de sonhos", de Letícia Miraglia
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"Wander Piroli – Uma manada de búfalos dentro do peito", de Fabrício Marques
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"Francisco Iglésias – O caminho do historiador", de João Antonio de Paula
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"Sônia Viegas – Uma pensadora da cultura", de Miriam Peixoto
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