Saneamento: o caminho invisível para a saúde e o futuro de Minas Gerais
Saneamento não é obra escondida. É obra que salva vidas, protege o meio ambiente e constrói um futuro mais justo e promissor
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Siga noPor Fernando Passalio*
Quando pensamos em saúde pública, é natural que nos venham à mente hospitais, médicos e vacinas. Mas será que nos damos conta de que boa parte das doenças poderia ser evitada antes mesmo de chegarem aos consultórios, com uma ação tão essencial quanto silenciosa? Falo aqui do saneamento básico – esse serviço que, embora muitas vezes enterrado sob o chão, define o nível de desenvolvimento de uma sociedade.
Por que ainda convivemos com doenças como diarreia, hepatite A e verminoses, que já foram erradicadas em tantos países? Quantas crianças ainda faltam à escola por enfermidades causadas por água contaminada? E quantos brasileiros têm sua qualidade de vida limitada por uma estrutura que deveria ser básica?
O esgotamento sanitário vai muito além da infraestrutura. Ele é saúde preventiva, proteção ambiental, educação e cidadania. Quando coletamos e tratamos o esgoto, protegemos nossos rios, garantimos o abastecimento de água, reduzimos internações hospitalares e ampliamos o desempenho escolar. Uma cidade com saneamento é uma cidade mais digna, mais saudável e mais justa.
Minas Gerais tem mostrado ao Brasil que é possível transformar essa realidade. Antecipamos em 10 anos a meta de universalização da água prevista no novo Marco Legal do Saneamento – enquanto o país se organiza para cumpri-la até 2033, Minas já a alcançou antes de 2023. Na cobertura de esgoto, seguimos avançando com vigor: já ultrapassamos os 77% de cobertura e temos metas ousadas pela frente.
Esse avanço é fruto de uma aliança firme entre o governo de Minas Gerais, a Copasa e os prefeitos mineiros – verdadeiros protagonistas dessa transformação. São os gestores municipais que, em parceria com suas comunidades, priorizam investimentos, destravam obras e compartilham conosco a responsabilidade de garantir dignidade à população.
Na Copasa, temos clareza de que o desafio é grande – e o compromisso, ainda maior. Estamos executando o maior plano de investimentos da história da companhia: R$ 17 bilhões nos próximos cinco anos. Esse valor será destinado à ampliação das redes, modernização dos sistemas, novas estações de tratamento e ações que levem dignidade a cada canto do estado.
Mas nada disso fará sentido se esquecermos o essencial: tudo isso é sobre pessoas.
Por isso, é preciso reconhecer o papel do cidadão como a principal força de controle social. O mineiro, o brasileiro, o morador que abre a torneira, que convive com a falta ou presença de infraestrutura, é o olhar mais atento, o fiscal mais legítimo e o parceiro mais importante dessa caminhada. O avanço do saneamento precisa ser cobrado, monitorado e, sobretudo, compreendido pela população – afinal, é ela quem mais ganha quando a água limpa chega, quando o esgoto é tratado, quando a dignidade é restaurada.
Saneamento não é obra escondida. É obra que salva vidas, protege o meio ambiente e constrói um futuro mais justo e promissor. Minas já fez a sua escolha: seguir liderando, inovando e cuidando das pessoas com responsabilidade e compromisso.
E você, leitor, já refletiu sobre o seu papel nesse processo? Já pensou no impacto que o saneamento tem no seu cotidiano – mesmo quando você não o vê?
Fernando Passalio é presidente da Copasa