Delegado reage após episódio de preconceito contra juiz
Delegado de Polícia do Estado do Rio Grande do Sul (PCRS) afirmou que caso "não ficará impune"
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Delegado de Polícia do Estado do Rio Grande do Sul (PCRS) e titular da Delegacia de Polícia de Combate à Intolerância (DPCI) em Porto Alegre (RS), Vinícius Nahan foi às redes sociais, neste sábado (10/10), para garantir que o caso de xenofobia sofrido pelo juiz Francisco Tojal, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), em um restaurante da capital gaúcha, "não ficará impune".
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Em publicação feita nas próprias redes sociais, Nahan destaca que a corporação instaurou um inquérito policial na última quinta-feira (8/10) a partir da ocorrência feita por Tojal. Apesar de ter trazido o caso à tona na sexta (9/10), o juiz afirma ter sofrido preconceito na terça-feira (6/10).
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"Xenofobia é crime, e nós aqui no estado do Rio Grande do Sul não vamos tolerar esse tipo de comportamento (...) Esse tipo de conduta não ficará impune. Além de ser um ato que magoa a vítima por discriminá-la em razão da sua origem, mancha a imagem do nosso estado, que é receptivo para muitas pessoas que vêm a passeio, ou em busca de uma oportunidade de trabalho, de recomeçar a vida", destacou Nahan.
"A Polícia Civil tem um compromisso com o combate a todas as discriminações, inclusive a xenofobia (...) é importante que as vítimas registram ocorrência quando sofrerem discriminações ou preconceitos, para que estes sujeitos sejam responsabilizados criminalmente pelos seus atos.
Veja a postagem feita por Vinícius Nahan:
Tojal afirma ter sido vítima de tentativa de associação política
Em publicação nas redes, o juiz Francisco Tojal, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), relatou ter sido vítima de xenofobia nas dependências de um restaurante por parte de um homem que também frequentava o local. A hostilização começou quando Tojal questionou o garçom sobre o prato À la minuta, tradicional da região.
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Em seguida, passou a ser atacado pelo indivíduo, que zombou do sotaque do juiz, além de tentar associá-lo a um partido político, justamente em decorrência da natureza da fala de Tojal. O pernambucano contou que estava inteiramente de preto e que pretendia apenas se alimentar e descansar.