Washington acusa gigantes chinesas de IA de roubar capacidades dos modelos de empresas americanas
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Washington acusou os principais laboratórios chineses de inteligência artificial (IA), incluindo DeepSeek e Moonshot AI, de roubar sistematicamente as capacidades dos modelos americanos, em meio à disputa pela supremacia tecnológica entre os dois países.
O comunicado da agência de ciberdefesa dos Estados Unidos foi divulgado antes de uma reunião prevista para este mês entre o presidente Donald Trump e seu homólogo chinês, Xi Jinping, na Casa Branca, na qual a IA será um tema importante de discussão.
Além disso, várias acusações anteriores de roubo de IA por parte da China já foram apresentadas pelo governo e por empresas dos Estados Unidos.
Washington acusa Pequim de usar um processo conhecido como "destilação", que consiste em treinar um modelo de IA para imitar os resultados de outro mais robusto e capaz.
O método é amplamente utilizado em toda a indústria, mas Washington afirma que as empresas chinesas o implementaram em larga escala para copiar ilegalmente os sistemas americanos.
"As empresas de inteligência artificial (IA) com sede na China realizam uma extração sistemática de funcionalidades e capacidades exclusivas dos modelos das empresas de IA americanas", afirma o comunicado publicado na terça-feira.
Estas empresas fazem isso "por meio de campanhas de destilação de conhecimento em escala industrial que constituem o núcleo — e não apenas um complemento — de sua estratégia de desenvolvimento de IA", acrescenta o documento.
O texto detalha como DeepSeek, Moonshot AI, Alibaba, MiniMax, StepFun e Z.AI supostamente utilizaram milhões de interações e solicitações para roubar as capacidades de modelos americanos de empresas como OpenAI, Anthropic, Google e xAI.
A AFP entrou em contato com as empresas chinesas, exceto a StepFun, que não pôde ser localizada de imediato. A Moonshot AI se recusou a fazer comentários.
As ações, realizadas "provavelmente com o conhecimento do governo chinês", acontecem pelo menos desde o fim de 2024, segundo o comunicado.
Em uma entrevista coletiva de rotina, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, afirmou que Washington deveria "evitar desprestigiar a China e fazer acusações infundadas contra o país".
O desenvolvimento da IA na China responde à "força" e "autoconfiança em alto nível" do país em ciência e tecnologia, declarou a porta-voz, que pediu o "reforço da cooperação" com os Estados Unidos no setor.
Trump está sob pressão para responder ao crescente sucesso dos modelos de IA chineses, que muitas empresas preferem às versões americanas da Anthropic ou da OpenAI, mais potentes, porém mais caras.
Em julho, Pequim acusou a IA americana de usar exemplos chineses para treinar seus modelos.
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