Washington Post recebe ordem para reintegrar colunista demitida
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O jornal The Washington Post recebeu na segunda-feira (24) a ordem de reintegrar a colunista Karen Attiah, que foi demitida por publicações que fez nas redes sociais após o assassinato do ativista de direita Charlie Kirk.
Kirk foi morto a tiros em setembro de 2025 em uma universidade de Utah, o que desencadeou uma onda de luto entre os conservadores e ameaças contra a "esquerda radical" por parte do presidente Donald Trump.
Na época, Attiah afirmou nas redes sociais que não demonstraria tristeza pela morte de Kirk e compartilhou antigos comentários racistas do ativista sobre mulheres negras.
Posteriormente, ela foi demitida. O Washington Post a acusou de "má conduta grave" e de violar suas políticas sobre redes sociais, segundo o jornal.
Uma árbitra ordenou ao jornal, na segunda-feira, que a reintegre e a indenize com o pagamento retroativo do salário.
A decisão afirma que o Post "não tinha uma motivação boa e suficiente" para a demissão.
Attiah escreveu no X que estava "feliz" com a decisão e acrescentou que havia sido obrigada a sair por "dizer a verdade".
O jornal afirmou que respeita o processo de arbitragem, mas se recusou a fazer mais comentários.
Attiah trabalhava há 11 anos no Washington Post. Após sua demissão, ela afirmou que era a "última colunista de opinião negra em tempo integral" no jornal.
Desde 2013, quando o bilionário fundador da Amazon, Jeff Bezos, comprou o Washington Post, a seção de opinião mudou de tom para se concentrar mais em "liberdades individuais e mercados livres", segundo as diretrizes internas.
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