Cinco fabricantes de automóveis vencem julgamento crucial sobre o Dieselgate no Reino Unido
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Cinco gigantes da indústria automobilística, entre eles Renault e Peugeot-Citroën, obtiveram nesta sexta-feira (10) uma ampla vitória na parte britânica do chamado Dieselgate, o escândalo mundial dos carros a diesel manipulados.
Os fabricantes, entre os quais também estão a alemã Mercedes, a japonesa Nissan e a americana Ford, são acusados de ter manipulado veículos a diesel para passar nos testes de emissões de poluentes, especialmente de óxidos de nitrogênio (NOx). Todos negam as acusações.
Em um resumo da decisão, a Alta Corte afirmou ter "rejeitado a maioria das principais acusações formuladas contra os fabricantes cujos veículos foram examinados no julgamento".
A corte considerou que as estratégias adotadas para passar nos testes de emissões não constituem, "na maioria dos casos", dispositivos ilegais.
Outro julgamento está previsto para outubro, a fim de determinar as indenizações que poderão ser concedidas aos 1,6 milhão de demandantes que reivindicam compensações no Reino Unido.
No entanto, a decisão desta sexta-feira reduz o alcance potencial das indenizações reivindicadas, que poderiam chegar a bilhões de libras.
O escândalo mundial do Dieselgate levou à abertura de processos civis e penais em vários países, especialmente Alemanha, França, Estados Unidos e Coreia do Sul.
A Volkswagen, cujo nome está estreitamente associado ao Dieselgate, reconheceu em 2015 ter instalado um software para manipular os níveis de emissões de milhões de veículos em todo o mundo.
A fabricante foi considerada culpada em 2020 no Reino Unido. Sem reconhecer sua responsabilidade neste caso específico, aceitou, no entanto, pagar 193 milhões de libras (R$ 1,33 bilhão).
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