Síria diz que célula por trás dos atentados com bomba em Damasco é "afiliada ao EI"
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Autoridades sírias informaram nesta quinta-feira (9) que capturaram uma célula vinculada ao grupo Estado Islâmico (EI) responsável por dois atentados a bomba ocorridos durante a visita a Damasco, nesta semana, do presidente francês, Emmanuel Macron.
"A célula responsável pelos atentados terroristas a bomba que tiveram como alvo Damasco há dois dias está agora sob nossa custódia", publicou na plataforma X o ministro do Interior da Síria, Anas Jatab.
"Assim que as investigações forem concluídas, revelaremos ao público as identidades dos integrantes da célula, suas funções, bem como todas as suas afiliações e conexões", acrescentou.
Ahmad Dalati, chefe da Segurança Interna para a região de Damasco, afirmou à televisão estatal síria que as investigações preliminares indicam que "a célula estava vinculada ao grupo Estado Islâmico".
O Ministério do Interior informou, em comunicado, que a célula foi capturada após "uma série de operações simultâneas realizadas ao mesmo tempo contra os diferentes locais onde se encontravam os suspeitos, em Damasco e em sua região metropolitana".
O comunicado informou que as operações ocorreram em quatro bairros, dois dos quais são habitados por integrantes da minoria alauíta do governante deposto Bashar al Assad.
Duas bombas de fabricação caseira atingiram o centro de Damasco na terça-feira, deixando um morto e dezenas de feridos durante a primeira visita do presidente francês à Síria.
As explosões, ocorridas nas proximidades do hotel onde Macron havia passado a noite, aconteceram após a saída do presidente do edifício e poucos instantes antes de a imprensa estatal síria anunciar sua chegada ao palácio presidencial para reunir-se com seu homólogo sírio, Ahmed al Sharaa.
Em uma entrevista coletiva conjunta após a explosão, Macron pediu que não se permita "ser desestabilizado" por esse tipo de ataque e reiterou o apoio de Paris à Síria.
O presidente francês tornou-se o primeiro chefe de Estado da União Europeia a visitar a Síria desde a queda de Assad, em 2024.
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