Ataque jihadista deixa pelo menos 11 mortos em Burkina Faso
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Pelo menos 11 civis, a maioria integrantes de milícias voluntárias que apoiam o exército, morreram em um ataque jihadista no norte de Burkina Faso, informaram à AFP moradores locais e fontes de segurança nesta quinta-feira (30).
O ataque, ocorrido na quarta-feira, foi reivindicado pelo Grupo de Apoio ao Islã e aos Muçulmanos (JNIM), vinculado à Al-Qaeda, que afirmou ter "assumido o controle de um posto militar pertencente às milícias burquinenses".
"Terroristas fortemente armados e em motocicletas realizaram um ataque na localidade de Bagaré", na província de Passoré (norte), relatou um morador da região, afirmando que "os disparos duraram mais de uma hora e os terroristas incendiaram dezenas de comércios, veículos e motocicletas".
Outro residente da região relatou que "os danos são significativos, mas lamentamos, sobretudo, a perda de vidas entre os VDP", disse em referência aos Voluntários para a Defesa da Pátria, e acrescentou que o balanço de mortos é "provisório".
A junta militar liderada por Ibrahim Traoré, que tomou o poder em 2022, recrutou milhares de auxiliares civis, os VDP, para ajudar o exército a combater grupos armados afiliados à Al-Qaeda e ao movimento jihadista Estado Islâmico (EI).
"O posto dos VDP foi efetivamente alvo dos jihadistas, mas o contra-ataque fez com que o inimigo fugisse", afirmou uma fonte de segurança regional, sem dar mais detalhes.
Um morador indicou que pessoas de aldeias vizinhas que haviam sido tomadas pelos jihadistas se refugiaram em Bagaré, antes desta localidade ser atacada na quarta-feira.
Na terça-feira, o governo lançou uma operação militar para reforçar a segurança em todo o país. Também reforçou a segurança na capital, Uagadugu.
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