Internacional

Chefe da junta militar do Mali recebe embaixador da Rússia

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O chefe da junta militar do Mali, Assimi Goita, que não havia sido visto em público e cujo paradeiro era desconhecido desde os ataques rebeldes sem precedentes de sábado, recebeu nesta terça-feira (28) o embaixador da Rússia no país, informou a Presidência do Mali, que divulgou fotos do encontro.

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Os ataques realizados no sábado pelos rebeldes tuaregues da Frente de Libertação de Azawad (FLA) e pelos jihadistas do Grupo de Apoio ao Islã e aos Muçulmanos (JNIM) nos arredores de Bamako e em várias cidades do centro e do norte do país deixaram pelo menos 23 mortos.

Segundo o comunicado divulgado pela Presidência do Mali, as duas partes trataram da situação atual no país.

O embaixador russo em Bamako, Igor Gromyko, "reafirmou o compromisso de seu país ao lado do Mali na luta contra o terrorismo" e garantiu que "a Rússia sempre será amiga do Mali", segundo o texto.

A ausência e o silêncio de Assimi Goita alimentaram durante três dias especulações sobre sua capacidade de se manter no poder, enquanto seu ministro da Defesa, Sadio Camara, um dos principais nomes da junta, morreu em um dos ataques.

Camara era considerado o arquiteto da aproximação dos últimos anos com a Rússia.

O país africano, governado por uma junta que tomou o poder em 2020, vive há mais de uma década sob o impacto de um conflito e da ação violenta de vários grupos jihadistas.

Após os intensos combates entre soldados malineses e os grupos armados, a situação voltou a uma relativa calma nesta terça-feira em Bamako, onde, no entanto, ainda se ouvia o barulho de drones de vigilância.

"Consideramos importante que o país recupere o mais rápido possível uma trajetória pacífica e estável", declarou o porta-voz da Presidência russa, Dmitri Peskov, em sua entrevista coletiva diária.

O porta-voz se recusou a responder à pergunta sobre se o Corpo Africano da Rússia, a força paramilitar que apoia a junta no poder, seria capaz de controlar a situação.

O Corpo Africano da Rússia teve que se retirar de Kidal quando grupos armados tomaram essa cidade-chave no norte do Mali. A retirada ocorreu em virtude de um "acordo" com o JNIM, aliado da Al-Qaeda, e com a rebelião tuaregue, segundo esses grupos.

O vice-ministro russo das Relações Exteriores, Gueorgui Borisenko, declarou nesta terça-feira que os paramilitares russos sofreram "baixas" durante "ataques em inúmeras regiões do país".

"O inimigo não abandonou suas intenções agressivas e está se reagrupando. A situação na República do Mali continua difícil", afirmou, por sua vez, o Ministério da Defesa russo em comunicado publicado nas redes sociais.

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bur/hba/hgs-mab/erl/lm/aa

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