Petróleo permanece estável entre possível desescalada da guerra e bloqueio de Ormuz
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As cotações do petróleo fecharam praticamente sem mudanças nesta quarta-feira (15), entre a esperança de uma desescalada entre Estados Unidos e Irã e as contínuas interrupções do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz.
O preço do barril de tipo Brent, referência internacional, para entrega em junho, subiu 0,15%, aos 94,93 dólares. Seu equivalente no mercado americano, o barril de tipo West Texas Intermediate (WTI), com vencimento em maio, fechou praticamente sem variação em relação ao dia anterior, +0,01%, a 91,29 dólares.
"O mercado tenta ser o mais otimista possível, sem perder de vista a realidade da situação, ou seja, que ainda há pouco tráfego marítimo no Estreito de Ormuz", disse à AFP John Kilduff, da Again Capital.
Por um lado, os operadores do mercado apostam na continuidade das negociações entre Irã e Estados Unidos, depois que o presidente americano Donald Trump afirmou na terça-feira que um novo diálogo com Teerã poderia ocorrer "nos próximos dois dias".
Trump também afirmou que a guerra com o Irã estava "praticamente terminada" durante uma entrevista à emissora Fox News, assegurando que as autoridades iranianas "realmente desejam chegar a um acordo".
No entanto, "a situação geopolítica continua sendo complexa, pois Teerã e Washington competem pelo controle do Estreito de Ormuz", indicou José Torres, da Interactive Brokers.
Esta estratégica via marítima, por onde normalmente transita um quinto da produção mundial de petróleo e gás, esteve praticamente paralisada por Teerã desde os primeiros ataques israelenses e americanos ao Irã no fim de fevereiro.
Nesta quarta-feira, a República Islâmica também ameaçou bloquear o Mar Vermelho, com o qual não tem fronteira, se o bloqueio americano de seus portos continuar, já que isso poderia levar a uma violação do cessar-fogo vigente desde 8 de abril.
Um bloqueio do Mar Vermelho colocaria em perigo parte das exportações da Arábia Saudita, que o reino conseguiu desviar através do porto de Yanbu desde o início do conflito.
As ameaças do Irã podem ter como objetivo "jogar sua melhor carta" antes de retornar à mesa de negociação, declarou à AFP Ole R. Hvalbye, da SEB.
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