Internacional

Guerrilha ELN anuncia cessar-fogo para eleições na Colômbia

Publicidade
Carregando...

O Exército de Libertação Nacional (ELN) anunciou nesta segunda-feira (23) um cessar-fogo unilateral para as próximas eleições na Colômbia, em meio a um aumento da violência política com atentados, sequestros e ameaças contra candidatos e dirigentes.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O ESTADO DE MINAS NO Google Discover Icon Google Discover SIGA O EM NO Google Discover Icon Google Discover

O país elegerá neste ano novos congressistas e o sucessor do presidente de esquerda Gustavo Petro, em eleições marcadas pela pressão violenta dos grupos armados e pelo assassinato a tiros, em 2025, do senador e aspirante presidencial de direita Miguel Uribe, entre outras agressões contra políticos.

As eleições legislativas serão em 8 de março e as presidenciais, em 31 de maio.

O "cessar-fogo de forma unilateral" foi anunciado pelo ELN por meio de um comunicado divulgado em suas redes sociais. A guerrilha costuma ordenar tréguas temporárias durante os períodos eleitorais e nas festividades de Natal e fim de ano.

O governo de Petro tentou sem sucesso negociar a paz com o ELN, que nos últimos anos se fortaleceu com as rendas da produção de cocaína, segundo especialistas.

Os rebeldes assumiram neste mês um atentado a tiros contra o veículo do senador da Aliança Verde Jairo Castellanos, no qual morreram dois de seus guarda-costas, após ele se recusar a parar em uma barreira ilegal.

Castellanos, que busca a reeleição, não viajava no comboio.

Segundo a Defensoria do Povo, órgão estatal que zela pelos direitos humanos na Colômbia, o ELN é uma "fonte de ameaça" contra as eleições, especialmente em áreas rurais com escassa presença do Estado.

Entre os grupos armados apontados pela Defensoria também estão o Clan del Golfo, o principal cartel do narcotráfico na Colômbia, e facções dissidentes da extinta guerrilha das Farc que se afastaram do acordo de paz de 2016.

"Nossa preocupação central é com a liberdade com que essas eleições se desenvolverão em certas regiões do país", disse a diretora da Defensoria, Iris Marín, ao apresentar um relatório sobre o tema nesta segunda-feira.

Segundo o documento, durante o período pré-eleitoral foram registradas 457 ameaças de morte contra líderes sociais e políticos.

"É muito preocupante e está claro que há uma deterioração da situação", disse em entrevista à AFP o chefe da Missão de Verificação da ONU na Colômbia, Miroslav Jen?a.

O diplomata fez "um chamado a esses grupos armados para assumir um compromisso" e garantir que as eleições sejam realizadas livremente.

Após tentativas de diálogo fracassadas, Petro redobrou sua ofensiva contra grupos armados como o ELN, que conta com 6.200 combatentes e não contempla tréguas com nenhuma organização armada.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

vd/lv/ad/lm/am

Tópicos relacionados:

colombia eleicoes guerrilha

Acesse o Clube do Assinante

Clique aqui para finalizar a ativação.

Acesse sua conta

Se você já possui cadastro no Estado de Minas, informe e-mail/matrícula e senha. Se ainda não tem,

Informe seus dados para criar uma conta:

Digite seu e-mail da conta para enviarmos os passos para a recuperação de senha:

Faça a sua assinatura

Estado de Minas

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Aproveite o melhor do Estado de Minas: conteúdos exclusivos, colunistas renomados e muitos benefícios para você

Assine agora
overflay