Ao menos 17 mortos em onda de ataques no noroeste do Paquistão
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Dois ataques com explosivos e um confronto a tiros entre policiais e combatentes no Paquistão causaram a morte de 17 pessoas, 14 agentes de segurança e três civis, anunciou na noite de segunda-feira (16) um funcionário da segurança.
Os três incidentes ocorreram na segunda-feira na província noroeste de Jaiber Pajtunjuá, em um momento em que as forças de segurança paquistanesas combatem uma crescente insurgência nas províncias fronteiriças com o Afeganistão.
Ativistas lançaram um veículo carregado de explosivos contra um muro perto de um posto de controle no distrito de Bajaur, deixando 11 membros das forças de segurança e uma jovem mortos, anunciou o Exército nesta terça-feira.
Uma explosão provocou "danos significativos" às casas vizinhas e causou "o martírio de uma jovem inocente", além de ferir outras sete pessoas, informou o comunicado militar.
O Exército classificou o ocorrido como um "ataque terrorista covarde" e atribuiu a autoria a um grupo "favorável à Índia".
Em outro ataque na cidade de Bannu, uma bomba colocada em um triciclo explodiu em uma delegacia, onde matou dois civis e feriu 17, segundo o funcionário.
Enquanto isso, três policiais e três combatentes morreram durante uma operação de busca no distrito de Shangla.
A polícia de Jaiber Pajtunjuá afirmou em um comunicado que os três combatentes mortos no tiroteio estiveram envolvidos em "ataques contra cidadãos chineses".
O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) assumiu neste mês a autoria de uma enorme explosão suicida em uma mesquita xiita na capital, Islamabad, que deixou pelo menos 31 mortos e 169 feridos.
A China destinou bilhões de dólares ao Paquistão nos últimos anos, mas seus projetos provocaram ressentimento entre a população local.
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