Formada pela UFMG, atua no jornalismo desde 2014 e tem experiência como editora e repórter. Trabalhou na Rádio UFMG e na Faculdade de Medicina da UFMG. Faz parte da editoria de Distribuição de Conteúdo / Redes Sociais do Estado de Minas desde 2022
Mildred Simoneriluto procura por bilhete de loteria perdido crédito: ABC News
Mildred Simoneriluto, de 76 anos, comprou um bilhete de loteriana Pensilvânia, nos Estados Unidos, em maio do ano passado. Mas até hoje não conseguiu receber o prêmio. Tudo isso devido a uma doação de roupas para a caridade – ela não sabia que o bilhete premiado estava no bolso de uma das vestimentas.
O prêmio da idosa é de US$ 2,5 milhões, o equivalente a mais de R$ 14 milhões. Conforme relatou para a ABC, o sorteio aconteceu duas semanas depois de ela comprar o bilhete. Foi quando percebeu que não tinha o comprovante da aposta.
Ela descobriu que deixou o bilhete em uma jaqueta que havia doado para a Vietnam Veterans of America, uma organização sem fins lucrativos que coleta doações necessárias para veteranos nos EUA. “Fiquei estupefata; não há palavras para isso, não há expressão. Como posso recuperá-lo?”, declarou.
Mildred disse que guardou o bilhete na jaqueta para não perder o comprovante. Desde que caiu a ficha, procura pela aposta em todos os locais.
"Fui ao Shop n'Save (onde doou a peça) cerca de 100 vezes, e me disseram que não havia nada que pudessem fazer", explicou. O desespero aumenta à medida que se aproxima a data final para que ela possa receber o prêmio, no próximo dia 8 de maio. O bilhete de loteria tem os números: 14, 22, 33, 35 e 38.
Simoneriluto torce para que alguma pessoa tenha encontrado o bilhete premiado e devolva a ela.
Rebecca Gonzalez, funcionária de um Walmart em Los Angeles, nos Estados Unidos, viu o que poderia ser uma jornada de trabalho inesperada transformar-se em um dia de imensa sorte.
Walmart Corporate/Wikimedia Commons
Ela estava de folga e foi escalada de última hora para cumprir um turno de trabalho de três horas em 2/9/2024. Gonzalez teve que abandonar um churrasco em família para trabalhar e, ao fim da jornada extra, decidiu comprar um bilhete de 10 dólares (R$ 60) de uma loteria local.
Reprodução TV
A funcionária do Walmart acabou sendo premiada em 1 milhão de dólares (R$ 6 milhões). “Eu não conseguia acreditar. Só contei para uma pessoa no trabalho, e foi justamente o gerente que queria que eu ficasse até mais tarde em um feriado”, declarou à emissora CBS. Segundo o veículo, com a premiação ela quitou suas dívidas e comprou uma nova casa para a família.
Alexander Grey Unsplash
Apesar do prêmio, González diz que seguirá trabalhando no supermercado. É um trabalho considerado complicado, pelas jornadas corridas e a possibilidade de ser chamada em meio à folga. Adriano Gadini por Pixabay
Uma pesquisa da Universidade de Harvard, em Massachussets, nos Estados Unidos, mostrou uma relação de profissões complicadas. Só que, neste caso, essas atividades apontadas no estudo causariam até a infelicidade das pessoas. Veja as 10 primeiras colocadas. Somesh Kesarla Suresh Unsplash
Técnico de farmácia - O estudo aponta que faltam oportunidades de crescimento e desenvolvimento profissional neste tipo de função. Flickr Campus Training
Engenheiro de projetos - A pesquisa indica que as pessoas ficam frustradas porque a função é muito teórica, não envolve a prática da profissão, e exige mexer em excesso de papelada. Imagem Freepik
Professor - Os salários baixos são apontados como o principal fator de insatisfação, apesar do reconhecimento geral da importância da profissão. Imnagem Freepik
Assistente administrativo - A repetição de tarefas, sem agregar qualquer novidade no dia a dia, é um dos pontos que causam lamentação. O outro é o baixo salário. Imagem Freepik
Diretor-geral - A pesquisa mostra que, apesar de salários bons, a função exige horários prolongados (já que há muitas decisões que passam pela sala da direção). Além disso, cria-se um afastamento dos demais funcionários, que deixa o diretor isolado. Flickr Miguel Ângelo/CNI
Analista de dados - A função, de acordo com a pesquisa, deixa o profissional solitário em seu trabalho e também com uma sensação de estar sempre fazendo a mesma coisa o tempo todo, numa repetição que acaba causando desconforto. Imagem Freepik
Representante de atendimento ao cliente - Esse funcionário precisa ter muita paciência e tolerância para lidar com queixas o tempo inteiro. Afinal, ninguém liga para elogiar. A interação permanente com problemas gera estresse.
Vendedor de loja de varejo - Além dos baixos salários, esses funcionários estão na ponta do comércio, interagindo diretamente com os fregueses e tendo que convencê-los a comprar - além de ouvir eventualmente queixas sobre preços ou qualidade dos produtos. Imagem Freepik
Gerente de contas de vendas - Harvard aponta que a responsabilidade muito alta da função costuma ser desproporcional aos salários recebidos. É uma carga elevada de trabalho, com remuneração que não chega perto do que deveria. Imagem Freepik
Além dessas dez funções que Harvard apontou no topo do ranking da pesquisa, o FLIPAR inclui uma que é notoriamente estressante, até pela sua próprio natureza. Os operadores de telemarketing não têm dias fáceis. Afinal, precisam cumprir jornadas fazendo contatos que as pessoas odeiam. E o salário, ainda por cima, é baixo. Reprodução Portal CTB/Senado Federal
"O que mais posso fazer? Chorar alto e esperar que algo aconteça", lamentou. Ela não é a única a ter ganhado na loteria e não recebido o prêmio.
A mulher chegou a ir até a sede da loteria, em Austin, para receber o prêmio, mas foi mandada embora de mãos vazias. “Nós jogamos de acordo com todas as regras e ainda estamos jogando de acordo com todas as regras. E esperamos que minha cliente seja paga”, declarou Randy Howry, o advogado da mulher.