SEM AULAS

BH: docentes de mais uma escola particular aderem à greve

Segundo o Sindicato dos Professores de Minas Gerais (Sinpro Minas), 47 unidades de ensino privado da capital e região metropolitana são afetadas pela paralisação

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Professores de mais uma escola particular de Belo Horizonte entraram em greve. Nesta sexta-feira (18/9), o Colégio Nossa Senhora das Dores informou, por meio de um comunicado, que os docentes das unidades Floresta e Pompeia, ambas na Região Leste da capital, aderiram à paralisação da categoria. Desse modo, a partir da próxima segunda-feira (21/9), não haverá aula nas sedes.

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De acordo com o comunicado, um simulado para os estudantes da 3ª série do ensino médio, marcado para este sábado (19/9), está mantido e acontecerá conforme o planejado. Ainda segundo o texto, o Período Complementar Integral do colégio funcionará normalmente na segunda-feira (21/9), no turno da manhã.

O Colégio Nossa Senhora das Dores destacou ainda que "está sempre aberto ao diálogo e mantém uma relação pautada pelo respeito, pela escuta e pela transparência com seus profissionais e com toda a comunidade escolar".

O Sindicato dos Professores de Minas Gerais (Sinpro Minas), que representa os docentes, informou que, atualmente, 47 escolas particulares de Belo Horizonte e da região metropolitana são afetadas pela paralisação. Porém, parte delas continua recebendo os estudantes: os horários das aulas são preenchidos com atividades feitas por monitores ou estagiários.  

Impasse

A greve dos professores é motivada por uma proposta do Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinepe-MG) para dividir a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria, que atualmente é única tanto para os profissionais da educação básica quanto para os do ensino superior. Tal mudança resultaria em dois documentos, com direitos e benefícios distintos para professores das diferentes etapas de ensino.

Os professores voltaram a rejeitar tal proposta em uma outra assembleia, realizada nesta sexta-feira, e votaram por continuar a greve por tempo indeterminado. Anteriormente, a classe já havia decidido por um dissídio coletivo, e o caso foi judicializado.

Na ocasião, os participantes entenderam que a divisão enfraqueceria o poder de negociação e resultaria na perda de benefícios consolidados ao longo dos anos, gerando um cenário de precarização das condições de trabalho.

Atualmente, conquistas como o piso salarial unificado, adicionais por tempo de serviço (quinquênios) e de 20% para atividades extraclasse, recesso e férias coletivas de 30 dias, garantia semestral de salários (que protege contra demissões no meio do ano letivo) e bolsas de estudo integrais para profissionais sindicalizados e os respectivos dependentes são válidas para toda a categoria, independentemente do nível em que o profissional leciona.

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Com a divisão, cada segmento passaria a negociar suas próprias cláusulas, sem garantia de manutenção dos padrões atuais. Além da manutenção da CCT atual, sem alterações, a categoria defende também um reajuste salarial de 3,77%, que corresponde ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

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