ACIDENTE

Quem era a passageira de app morta no acidente com ônibus em BH

Cuidadora de idosos, moradora do bairro Tupi e apaixonada por karaokê, mulher de 58 anos seguia para o trabalho quando morreu na Região Norte da capital

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Conhecida pela paixão pelo karaokê, pelo jeito alegre e pela disposição em ajudar os outros, a cuidadora de idosos Cláudia Souza Dias, de 58 anos, teve a vida interrompida na manhã desta quinta-feira (16/7) em um acidente envolvendo uma motocicleta por aplicativo e um ônibus, na Região Norte de Belo Horizonte.

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Moradora do Bairro Tupi, Cláudia seguia para mais um dia de trabalho quando embarcou em uma motocicleta por aplicativo. A morte ocorreu menos de três semanas após ela completar 58 anos, em 28 de junho.

As lembranças dos amigos convergem para a mesma imagem: uma mulher alegre, carinhosa, prestativa e apaixonada por música. Ela participava frequentemente de encontros de karaokê e era conhecida pelo entusiasmo com que cantava e animava os colegas.

"Ela era alto-astral e muito envolvida com o grupo. Cantava as músicas dela toda animada, participava de tudo e gostava muito dos encontros. Era uma pessoa que levava alegria para onde chegava", lembrou a amiga Maria da Glória Silva Almeida.

Outra amiga, que preferiu não se identificar, contou que a convivência com Cláudia era marcada pela amizade e pelo companheirismo. Morando na mesma região, as duas compartilhavam momentos frequentes e participavam das reuniões musicais.

"Cláudia gostava muito de cantar e estava sempre presente nos encontros. Era uma mulher cheia de vida, encantadora, doce, carinhosa e muito prestativa. Estava sempre disposta a ajudar no que fosse preciso", relatou.

Desde a infância

Uma das amizades mais antigas era com Glycia Cristina, que conhecia Cláudia desde a infância. "Sempre estivemos juntas e costumávamos sair aos fins de semana para cantar em karaokês, uma das coisas que ela mais gostava de fazer", contou.

Segundo Glycia, a amiga era uma pessoa humilde e de coração enorme. "Era muito alegre e tratava todas as pessoas da mesma forma, sem distinção. Tinha uma risada maravilhosa e uma presença que marcava qualquer ambiente."

Motocicleta

Os deslocamentos por aplicativos de transporte faziam parte da rotina de Cláudia. Segundo amigos, ela utilizava com frequência esse tipo de serviço para se locomover pela cidade e, muitas vezes, optava pelas viagens de moto por serem mais econômicas.

Uma amiga contou que as duas costumavam dividir corridas e que Cláudia optava muitas vezes pela moto por ser uma alternativa mais econômica.

"Nós frequentemente dividíamos corridas de aplicativo. Muitas vezes ela optava por viajar de moto porque era mais barato", relatou.

Acidente

Foi durante um desses deslocamentos rotineiros para o trabalho que a vida de Cláudia chegou ao fim.

De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), o motociclista por aplicativo tentou ultrapassar um ônibus particular quando a pista afunilou na Avenida Doutor Cristiano Guimarães, na altura do cruzamento com a Rua São Thiago, entre os bairros Planalto e São Tomás. Ele perdeu o controle da motocicleta e caiu junto com a passageira.

Com a queda, Cláudia foi parar debaixo do coletivo e acabou atropelada. Ela sofreu múltiplas fraturas e teve a morte constatada ainda no local por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
O ônibus transportava funcionários de uma empresa. O motociclista e nenhum dos passageiros do coletivo ficaram feridos.

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Após o atendimento da ocorrência, o local ficou sob responsabilidade da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), que acompanhou a realização da perícia.

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