Quem era Mel, cachorra comunitária do Cefet que não sobreviveu a um tumor
A cadelinha estava com um tumor no fígado e não sobreviveu mesmo depois de passar por cirurgia
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A cachorrinha comunitária do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet), do campus Nova Suíça, Região Oeste de Belo Horizonte, morreu nessa terça-feira (7/7), após luta contra um tumor no fígado. Mel, como era chamada pelos discentes, estava desde 2023 na instituição e era cuidada pelos estudantes. A morte foi confirmada pelo servidor do Cefet, Leôncio d’Assumpção, um dos responsáveis pelo cuidado do animal.
A cadelinha chegou ao campus em 2023, acompanhada do outro cãozinho comunitário, Hulk. Ambos chegaram muito magros, desidratados e abatidos, e foram acolhidos por alunos e servidores do Cefet, que prestaram suporte até a plena recuperação dos animais.
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Mel começou a se sentir mal em maio deste ano e foi levada para uma clínica veterinária para identificar as causas da dor intensa, prostração e dificuldade para andar. Os exames mostraram problemas nas articulações, displasia femoral, alterações na coluna e suspeita de hérnia. Havia um quadro ortopédico e neurológico significativo, compatível com uma idade mais avançada.
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Foi identificado um tumor e um problema na vesícula, que necessitavam de mais atenção e de cirurgias. Para que esses procedimentos fossem feitos, uma campanha de arrecadação foi feita no perfil do Instagram “Mel e Hulk”. Em uma semana que a vaquinha estava no ar, os voluntários conseguiram arrecadar cerca de R$11 mil.
O procedimento cirúrgico correu bem e a cadelinha, nos primeiros dias, fez pequenos passeios. Ela foi levada para casa de uma voluntária, que ficou responsável por cuidar dela e fazer todos os cuidados pós-operatórios. Hulk foi levado para ficar ao lado dela e prestar apoio.
Com o passar do tempo, Mel começou a apresentar problemas novamente. Ela foi internada em dois de julho, com quadro de dor severa e pressão elevada; precisou usar uma sonda urinária e parou de se alimentar.
No dia sete de julho, em visita feita por voluntários e pela equipe veterinária, a cadelinha demonstrou que não conseguia mais andar, tinha dificuldade para comer e urinar, apresentava anemia e permanecia com dor mesmo sob uso de analgésicos fortes. Ela morreu nessa terça-feira (7/7).
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*Estagiário sob supervisão da subeditora Juliana Lima