JÚRI POPULAR

BH: acusado de matar mulher e esconder corpo em cisterna confessa crime

Réu disse que sabe que deve pagar pelos atos e negou que o crime tenha sido premeditado

Publicidade
Carregando...

Gilmar Pereira Calmos, acusado de matar e esconder o corpo de Magna Laurinda Ferreira Pimentel em uma cisterna, em agosto de 2024, confessou o assassinato em seu julgamento no Tribunal do Júri, nesta terça-feira (30/6). Em seu depoimento ele negou que o crime tenha sido premeditado e alegou ter agido tomado pelo medo e em legítima defesa de sua mãe. Na audiência, ele optou por responder exclusivamente às perguntas formuladas por sua defesa e pelos jurados.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O ESTADO DE MINAS NO Google Discover Icon Google Discover SIGA O EM NO Google Discover Icon Google Discover

O crime, que chocou a comunidade local, ganhou novos detalhes com a versão apresentada pelo acusado. Segundo Gilmar, o estopim para a tragédia foi uma discussão entre a vítima e sua mãe. Gilmar relatou que, no dia do homicídio, trabalhava na reforma de uma casa nos fundos do lote onde moravam os demais réus e o pai da vítima.

Ele afirmou que não percebeu o momento em que Magna chegou ao local e o confronto teria começado no final da tarde. Quando foi tomar café, ele viu Magna ameaçando a mãe dele. O réu afirmou que tentou intervir e questionou o motivo da discussão, momento em que vítima jogou uma xícara de café nele. Depois, ela se desequilibrou e caiu perto de um balde onde tinha uma chave de fenda que usou para agredi-lo.

No momento da emoção, com medo de morrer, ele pegou uma faca e deu golpes no peito e no pescoço da vítima. Disse que não agiu por raiva, mas por medo e que lembra de ter dado quatro golpes em Magna. No depoimento, ele alegou que quis se entregar na hora, mas ficou com medo de ficar longe da família. O réu decidiu colocar o corpo na cisterna e jogar cimento por cima.

Sobre o churrasco no dia seguinte ao crime, ele disse que não estava presente e que não ficou sabendo da festa. Contou que tinha a ideia de se entregar no batalhão da Polícia Militar quando foi abordado pelos agentes da Polícia Civil. 

Gilmar ainda afirmou que desconhecia empréstimos e dívidas envolvendo a mãe e as irmãs. Disse também que, se soubesse da situação, teria se oferecido a pagar. Também negou que o crime tenha sido premeditado e que agiu na hora da emoção. Gilmar contou que decidiu confessar por saber que precisa pagar pelos atos e negou envolvimento da mãe e das irmãs no crime.

Relembre o caso

Magna Laurinda, de 42 anos, desapareceu em 23 de agosto de 2024 depois de visitar o pai, no Bairro Candelária, em Venda Nova. Em 27 de agosto, o corpo dela foi encontrado dentro de uma cisterna no imóvel do pai da vítima. 

No mesmo dia, Marluce Pereira dos Santos, a madrasta, e quatro de seus filhos - Gilmar Pereira Calmos, Paloma Ferreira de Jesus, Junio Pereira de Jesus e Paola Pereira de Jesus - foram presos em flagrante: quatro por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, e um por ocultação de cadáver. Em 29 de agosto, a Justiça converteu a prisão do grupo em preventiva.

As investigações apontaram que o homicídio teria sido motivado por desavenças financeiras, uma vez que a madrasta da vítima havia feito um empréstimo em nome do marido no valor de R$ 40 mil. O valor, segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, foi gasto com jogos de apostas ilegais, celulares e outros bens. Magna descobriu o rombo financeiro e teria exigido a devolução do dinheiro.

Alertada sobre o desaparecimento de Magna, a Polícia Civil acompanhou seu rastro digital. O celular mostrava uma viagem de Uber para a casa do pai às 14h28 e um último acesso ao WhatsApp às 15h. Às 17h27, foi registrada a última localização do aparelho. Os investigadores acreditam que um dos autores do crime desbloqueou o celular da vítima, quando ela já estava morta e o aplicativo da Uber aberto. As câmeras de segurança da rua mostram que Magna não saiu da casa em nenhum momento. 

Nos primeiros dias, a família se mostrava preocupada com a falta de notícias sobre o paradeiro de Magna, tanto para a polícia quanto para o marido da vítima. Porém, dois dias depois, no domingo, o grupo organizou um churrasco, o que chamou a atenção dos vizinhos. A polícia acredita que estavam comemorando o crime.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

Na denúncia, o Ministério Público acusa Marluce e os filhos de planejarem a morte de Magna. As duas meias-irmãs, Paola e Paloma, teriam atraido a vítima até a casa do pai, alegando que lhe pagariam o dinheiro desviado. Porém, ao chegar ao imóvel, a vítima foi atacada a facadas pelo meio-irmão, Gilmar. Marluce e os filhos foram denunciados por homicídio triplamente qualificado — motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima — e ocultação de cadáver dentro da cisterna, no quintal da casa do pai de Magna. O poço ainda foi lacrado com cimento. 

Tópicos relacionados:

corpo crime mulher

Acesse o Clube do Assinante

Clique aqui para finalizar a ativação.

Acesse sua conta

Se você já possui cadastro no Estado de Minas, informe e-mail/matrícula e senha. Se ainda não tem,

Informe seus dados para criar uma conta:

Digite seu e-mail da conta para enviarmos os passos para a recuperação de senha:

Faça a sua assinatura

Estado de Minas

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Aproveite o melhor do Estado de Minas: conteúdos exclusivos, colunistas renomados e muitos benefícios para você

Assine agora
overflay