CENTRO-OESTE

Suspeito de inventar filha com doença para ganhar dinheiro é preso em MG

Investigado pela Polícia Civil tem 43 anos e atuava como fisioterapeuta em Divinópolis. Ele também é suspeito de falsificar documentos médicos

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Um homem, de 43 anos, suspeito de inventar que tinha uma filha com doença grave para obter doações foi preso pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) nesta segunda-feira (15/6), em Divinópolis, no Centro-Oeste do estado.

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A investigação começou após a identificação de uma campanha beneficente divulgada na internet para arrecadar recursos destinados ao suposto tratamento da criança. Conforme a corporação, para dar credibilidade ao pedido de doações, o investigado, que trabalhava como fisioterapeuta, apresentava a menor como sua filha e divulgava relatórios médicos, fotografias e informações sobre um procedimento cirúrgico. 

"Durante as apurações, os policiais constataram que a imagem utilizada na campanha havia sido retirada de uma reportagem internacional sem qualquer relação com os fatos divulgados. Também foi verificado que o relatório médico apresentado era falso", explicou a PCMG, acrescentando que foram descobertos indícios de um esquema voltado à produção, comercialização e distribuição de documentos médicos falsificados. 

Nesse sentido, nomes, assinaturas, carimbos e registros profissionais de médicos regularmente inscritos nos conselhos de classe eram usados de forma indevida. 

"Os documentos eram utilizados para justificar ausências em empresas e para conferir aparência de legitimidade a outras fraudes. Os levantamentos também identificaram um ponto utilizado para a entrega dos documentos falsificados em Divinópolis", disse a instituição policial. 

Aparelhos celulares, documentos, dinheiro em espécie, máquina de cartão e outros materiais foram apreendidos.

A Polícia Civil não disse quanto o fisioterapeuta lucrou com a campanha de arrecadação nas redes e com o esquema de documentos médicos falsos. Ele poderá responder, entre outros crimes, por falsificação de documentos, uso de documento falso, falsidade ideológica e estelionato. 

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As investigações prosseguem para identificar possíveis beneficiários dos documentos falsificados, outras vítimas e eventuais envolvidos no esquema.

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