Padrasto é indiciado por estupros em série da enteada em Betim
Crime teria sido supostamente praticado por cerca de três anos pelo homem de 55 anos. Inquérito foi remetido ao Ministério Público
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Um homem de 55 anos foi indiciado pelo crime de estupro de vulnerável contra uma criança de apenas 9 anos. Os abusos ocorreram várias vezes em Betim (MG), na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A vítima é enteada do suspeito. O crime teria sido praticado por cerca de três anos.
O inquérito com os resultados da investigação, conduzida na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) em Betim, foi concluído na última quinta-feira (23/4) e remetido ao Ministério Público.
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“A companheira do suspeito relatou que a filha havia contado os fatos para a tia e a avó materna, mas que não acreditava que tivesse ocorrido”, informou a delegada Patrícia Godoy.
No procedimento policial, foram ouvidas a denunciante, a avó e a tia da vítima, que trouxeram informações de que os abusos ocorriam na residência da menina, desde que a mãe da criança e o suspeito começaram a se relacionar. Já o investigado optou por não prestar declarações.
“Pelos relatos, os abusos ocorriam há cerca de três anos, mas a menina não teve coragem de contar antes, pois afirmava que a mãe iria defender o investigado”, destacou a delegada ao informar que, segundo os depoimentos colhidos, a criança descreveu uma série de comportamentos atribuídos ao padrasto, “incluindo exposição do órgão genital, toques íntimos e outras condutas de natureza sexual ocorridas em diferentes momentos”.
Versões
Para a avó e a tia da criança, os relatos foram consistentes e detalhados, apontando que os episódios teriam ocorrido de forma reiterada ao longo do tempo. “As duas testemunhas também afirmaram que a criança apresentou mudanças de comportamento, como queda no rendimento escolar e resistência a contato físico”, frisou Godoy.
A investigação aponta ainda que a menina manteve a versão dos fatos mesmo após sofrer pressão psicológica. “Conforme apurado, a mãe teria enviado mensagens sugerindo que a filha poderia estar confundida e alertando sobre possíveis consequências das acusações. A avó também relatou que a criança teria sido orientada a não repetir as denúncias em depoimentos formais”, descreveu a delegada.
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Segundo a policial, o depoimento apresentado pela mãe foi considerado contraditório. “Ela afirmou que o companheiro não ficava a sós com a filha e que um dos episódios relatados poderia ter sido um equívoco. No entanto, essa versão foi contestada por outros depoimentos, que indicam situações em que a criança e o suspeito estavam sozinhos”, concluiu.