MOBILIDADE SUSTENTÁVEL

BH abre licitação para compra de 100 ônibus elétricos

O investimento estimado para adquirir os novos veículos e carregadores ultrapassa R$ 317 milhões; as propostas deverão ser entregues até 28 de abril

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A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) abriu nesta terça-feira (14/4) o edital de licitação para a compra de 100 ônibus elétricos e 27 carregadores. As propostas deverão ser entregues em até 10 dias úteis.

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A ampliação da frota usando veiculos movidos a eletricidade visa reduzir emissões de poluentes e melhorar a qualidade do serviço na capital mineira.

Os novos veículos serão do tipo BRT Misto, com cinco portas e propulsão 100% elétrica. Cada ônibus terá capacidade para até 70 passageiros e será equipado com ar-condicionado, recursos de acessibilidade e autonomia superior a 250 quilômetros.

A mudança tecnológica é apontada como um avanço na redução da poluição do ar e sonora, com mais conforto para passageiros e motoristas.

A implementação da nova frota será feita de maneira gradual, após a conclusão do processo licitatório e assinatura do contrato, o que deve permitir a adaptação progressiva do sistema e das concessionárias responsáveis pela operação dos veículos.

Os ônibus serão comprados pelo município e repassados às empresas em regime de comodato. Dos 27 pontos de recarga, 25  ficarão em garagens e dois em áreas públicas.

A expectativa da PBH é que, com a substituição de veículos movidos a diesel, a cidade deixe de emitir cerca de 11,8 mil toneladas de dióxido de carbono (CO²) por ano, contribuindo para a melhoria da qualidade do ar e da saúde da população.

Além da aquisição dos veículos, o contrato prevê serviços de garantia, assistência técnica e capacitação de profissionais envolvidos na operação e manutenção da nova frota. A medida busca assegurar o desempenho adequado dos ônibus e da infraestrutura de recarga ao longo do período contratual, que se estende até novembro de 2028, quando os equipamentos retornam ao patrimônio público.

A proposta está alinhada às metas do Plano de Mobilidade Urbana de Belo Horizonte (PlanMob-BH) e aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), reforçando o compromisso com políticas públicas voltadas ao enfrentamento das mudanças climáticas.

 

Testes

Antes da abertura da licitação, a capital mineira fez testes com ônibus elétricos de diferentes fabricantes. Em 2021, a PBH realizou testes durante 30 dias em quatro linhas da capital: 9250 - Caetano Furquim/Nova Cintra via Savassi; 5503A - Goiânia A; 9105 - Nova Vista/Sion; 815 - Estação São Gabriel/Conjunto Paulo VI.

Representantes da BHTrans informaram na época que as linhas escolhidas tinham características diferentes, como subidas acentuadas e descidas, comuns em BH.

Foram avaliados aspectos como autonomia das baterias, consumo de energia elétrica em condições normais e severas, adaptação ao relevo e ao clima, além da redução das emissões de poluentes e dos níveis de ruído.

Os estudos também incluíram a análise da viabilidade econômica. Apesar do custo inicial mais elevado em comparação aos veículos a diesel, os testes indicaram que os ônibus elétricos podem gerar economia ao longo do tempo, principalmente devido ao menor custo com energia e manutenção, já que têm menos componentes mecânicos.

Uma nova etapa de testes foi realizada em 2023, com duração de cerca de 40 dias, ampliando a avaliação em condições reais de operação. Os veículos voltaram a circular em linhas com características diferentes umas das outras, permitindo observar o desempenho no dia a dia do transporte coletivo. 

A reportagem do Estado de Minas embarcou em uma viagem para acompanhar o desempenho do ônibus elétrico e conversou com passageiros e motoristas. O conforto foi um dos pontos mais destacados, com menções ao ar-condicionado, ao baixo nível de ruído.

Uma entrevistada exaltou a suavidade na condução do ônibus. Por ele ser elétrico, não há câmbio manual e nem transmissão, o que evita solavancos típicos dos ônibus a diesel. “Espero que venham muitos. Onde eu moro, no Padre Eustáquio, tem uns ônibus velhos que ficam arrancando, quase jogando a gente no chão”.

Motoristas também relataram melhorias significativas nas condições de trabalho, citando a redução de vibração, calor e esforço na direção, já que os veículos não exigem trocas de marcha. “A gente nem cansa. Chega o fim do dia e a gente nem quer voltar pra casa”, brincou o motorista que conduziu a viagem que a reportagem acompanhou.

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*Estagiária sob supervisão do editor Benny Cohen

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